Economia O dia num minuto: O primeiro dia de Marcelo, um agravamento na dívida e uma escapatória para Lula

O dia num minuto: O primeiro dia de Marcelo, um agravamento na dívida e uma escapatória para Lula

A tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa marcou o dia em que Portugal teve de suportar custos mais elevados para obter financiamento de longo prazo nos mercados.
O dia num minuto: O primeiro dia de Marcelo, um agravamento na dívida e uma escapatória para Lula
Miguel Baltazar
Negócios 09 de março de 2016 às 20:17

O primeiro dia de Marcelo Presidente. Passavam poucos minutos das 10:00 quando Marcelo Rebelo de Sousa jurou sobre a Constituição da República Portuguesa, tornando-se no 20.º Presidente da República. Antes tinha chegado sozinho e a pé à Assembleia da República, onde fez um discurso conciliatório que foi recebido com prudência à esquerda e com "respeito democrático" à direita. Marcelo prometeu "não ser contra nem a favor de ninguém" e destacou que é necessário "cicatrizar" as feridas da austeridade. Foi "um bocadinho emocionado" que o novo Presidente saiu do Parlamento, para onde partiu para os Jerónimos e outros pontos da capital onde foi celebrado o primeiro dia de Marcelo Presidente.

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Portugal paga mais para emitir dívida. Portugal aumentou os custos de financiamento na primeira emissão de dívida de longo prazo realizada desde que o Governo de António Costa tomou posse. O IGCP colocou 1.215 milhões de euros em dívida a cinco e dez anos, sendo que na emissão dos títulos de prazo mais curto pagou uma taxa de 2,0326%, o que compara com os 1,4232% pagos na emissão anterior realizada a 22 de Julho. Já na emissão de obrigações a 10 anos a taxa ficou em 3,138%, um máximo desde Novembro de 2014. O agravamento dos custos de financiamento surge em linha com o registado no mercado secundário, onde as taxas de rendibilidade das obrigações também estão mais elevadas do que no ano passado.  

Arrow diz que não recebeu benefícios fiscais. A Arrow Global garante que nunca obteve benefícios fiscais em Portugal, pelo que não há incompatibilidades na contratação de Maria Luís Albuquerque, que foi ministra das Finanças. A gestora britânica alega que os benefícios fiscais que foram noticiados foram concedidos às companhias Whitestar e Gesphone antes destas companhias portuguesas terem sido compradas pela Arrow. O esclarecimento da gestora britânica surge depois de o PCP e o Bloco de Esquerda terem efectuado pedidos para conhecer a relação entre as empresas do grupo Arrow Global e o Estado português. E da imprensa ter noticiado o valor desses benefícios fiscais. As contas do Negócios apontam para 423 mil euros entre 2011 e 2014.  

 

Menos de 7 mil pediram reforma antecipada. Entre Outubro de 2015 e Março de 2016 entraram na Segurança Social 6.752 pedidos de reforma de trabalhadores com mais de 30 anos de serviço e idade entre os 55 e os 59 anos. Foi durante período que esta opção voltou a ser possível, tendo voltado a ser vedada a partir desta semana. Os números revelados pela Segurança Social mostram que nos pouco mais de dois meses em que vigorou o regime houve mais pedidos de reforma do que durante todo o ano passado. Ao longo de todo o ano passado, altura em que vigorou um regime mais restritivo, houve 6.700 reformas antecipadas, número que fica abaixo dos pedidos registados nestes últimos meses.

  

Recorde na exportação de electricidade. Um quinto da energia eléctrica produzida em Portugal no mês de Fevereiro foi vendida para o exterior. As exportações atingiram 1.081 gigawatts hora (GWh), o que representa um novo recorde, conseguido sobretudo à custa do sector das energias renováveis. A APREN justifica o desempenho com as "condições atmosféricas favoráveis à produção de electricidade de origem hídrica e eólica", uma vez que a chuva foi mais forte e o vento mais intenso. A produção de energia renovável atingiu o segundo valor mensal deste século e cobriu 95% do consumo de energia eléctrica em Portugal.

 

Lula ministro? Se Lula da Silva integrar o Governo brasileiro, passará a gozar de um "foro privilegiado" e deixará de responder ao juiz que está a investigar o escândalo de corrupção conhecido por Lava Jato. Segundo a imprensa brasileira, esta possibilidade de Lula passar a ministro está a ser equacionada por Dilma Rousseff. A presidente do Brasil reuniu com Lula e os seus ministros e a media esteve em cima da mesa, embora o antigo presidente brasileiro esteja relutante em aceitar este cenário. Sobretudo porque em 2008 disse o seguinte: "No Brasil é assim: quando um pobre rouba vai para a cadeia, mas quando um rico rouba vira ministro".




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