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O mercado das telecomunicações antes e depois da OPA

Se a OPA da Soanecom sobre a PT tiver sucesso, ãda será como dantes no mercado das telecomunicações em Portugal. Veja aqui o antes e depois da OPA.

Negócios negocios@negocios.pt 22 de Dezembro de 2006 às 16:48
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Impacto Global Telecomunicações

 

Pré-Operação

Pós-Operação

Situação quase-monopólio PT

Maior concorrência nas telecoms

Plataformas de cobre e cabo do mesmo operador (situação única na UE e América do Norte)

Plataformas de cobre e cabo de empresas diferentes

2 Grandes Grupos Telecoms: PT e Vodafone

3 Grandes Grupos: 1 Baseado Cobre; 1 Baseado Cabo; Vodafone

 

Operadores de menor dimensão: Sonaecom (Optimus), Oni, AR-Telecom, Radiomóvel, Tele2

Operadores de menor dimensão:

Oni, AR-Telecom, Radiomóvel, Tele2

Preços das telecoms entre os mais elevados da UE

Descida de preços nas telecoms fixas e na banda larga no curto prazo e nos móveis no médio prazo

Baixa taxa de penetração das telecoms e atraso na banda larga, no contexto dos países desenvolvidos

Aumento da taxa de penetração, melhoria das redes, introdução de novas tecnologias (VoIP, TV-IP e outros serviços banda larga), inovação e 2 Operadores móveis (TMN/Optimus, Vodafone),

Mais: novo MNO

Mais: operadores virtuais

 


 

Impacto nos Mercados de Voz Rede Fixa

 

Pré-Operação

Pós-Operação

PT tem maioria do mercado: proprietária da rede de cobre e baixa taxa de desagregação lacete local (DLL)

Rede cobre proprietária de um operador, mas obrigado a separação vertical: abertura a outros operadores através da DLL

 

PT também proprietária da rede de cabo, não tem incentivo em permitir comunicações fixas alternativas à tradicional via cobre (canibalização)

Operador de cabo, nova empresa, tem incentivo em introduzir VoIP via cabo, que exige pequeno investimento

VoIP quase não existe em Portugal, tendo já mercados de 20%+ na Coreia, Japão, Dinamarca, etc.

Operadores com acesso ao lacete local, lançam VoIP, e operador do cobre também responde com mesma oferta

Preços elevados e baixa taxa de penetração

Preços caem (14% banda larga) e sobe taxa de penetração

 


 

Impacto nos Mercados das Telecomunicações Móveis

 

Pré-Operação

Pós-Operação

2 Grandes Operadores móveis (TMN, Vodafone),

+ Optimus, mas sem dimensão suficiente e custos elevados

 

                Total: 3

2 Operadores móveis (TMN/Optimus, Vodafone), fusão redes permite maior eficiência

Mais: novo MNO

Mais: operadores virtuais

                   Total: 3 mais virtuais

Não existiam operadores móveis virtuais

Entram operadores móveis virtuais:

devido baixos custos entrada e saída representam elevada contestabilidade

Preços terminação regulados (grossistas) com dificuldade de redução por causa dos elevados custos Optimus

Preços de terminação podem baixar, com impacto positivo sobre preços finais

Preços média UE, mas com baixa redução nos últimos anos, elevada taxa de penetração

TMN/Optimus condicionada na subida de preços retalhistas (price cap): reduz risco antes da introdução de mais concorrência

Elevads eficiências devido sinergias: potencial para redução preços

Serviços e qualidade ainda baixos (lentidão da 3 e 4G) em comparação com países desenvolvidos

Potencial para melhorar serviços (evita-se gatekeeper com separação plataforma e serviços) e maior inovação

 


 

Impacto na Internet

 

Pré-Operação

Pós-Operação

PT tem posição dominante, porque detém as 2 plataformas: ADSL e cabo. Operadores alternativos só podem aparecer por oferta grossista ou DLL

Separação horizontal de redes vai permitir aparecimento de 2 grandes empresas concorrentes: uma baseada em ADSL e outra no cabo. Mais todos os outros operadores via oferta grossista e DLL (potenciado por separação vertical)

 

Preços ainda altos e banda de pequena dimensão e qualidade baixas

Redução preços banda larga cerca de 14%, potencial de melhoria de qualidade e alargamento da banda

Largura da banda e qualidade do serviço ainda reduzidas

Potencial de melhoria com mais concorrência

Oferta de conteúdos limitada

Potencial de inovação (portais, etc.)

 

 


 

Impacto na TV por subscrição e Video

 

Pré-Operação

Pós-Operação

PT tem maioria do mercado: proprietária da rede de cabo (e de cobre)

Dificuldade de acesso a condutas para outros operadores de cabo

Rede de cabo oferecida por empresa separada do cobre, mas obrigado a separação vertical: abertura a outros operadores através da DLL

Obrigação de não discriminação no acesso a condutas

PT também proprietária da rede de cobre, não tem incentivo em introduzir nem permitir emissão de pay-TV através do cobre (canibalização)

Novo operador de cobre tem interesse em oferecer pay-TV (IP-TV)e serviços video através desta plataforma, para concorrer com cabo

IPTV quase não existe em Portugal, tendo já mercados de 15%+ em França

Operadores com acesso ao lacete local, lançam IPTV, e operador do cobre também responde com mesma oferta

Preços elevados, oferta de canais limitada e baixa qualidade

Preços caiem (14% banda larga), maior diversidade e acesso mais fácil a conteúdos (problema do gatekeeper)

 


 

Impacto nos Media

 

Pré-Operação

Pós-Operação

Monopólio da PT na distribuição conteúdos para Pay-TV estrangeiros

Integração com plataforma privilegia o seu operador

Separação plataforma e conteúdos são incentivo a maximizar número de clientes

 

Monopólio da PT na distribuição conteúdos para Pay-TV nacionais, com exclusivo SIC

Integração com plataforma privilegia o seu operador

Separação plataforma e conteúdos são incentivo a maximizar número de clientes

Termina exclusivo SIC. Havendo várias plataformas de distribuição também maior potencial de inovação

 

Preços elevados, oferta de conteúdos limitada e baixa qualidade

Preços caiem, maior diversidade e acesso mais fácil a conteúdos (problema do gatekeeper)

 

 

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