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O que acontece às acções da PT depois da AG?

As acções da PT têm intervalos estimados de variação entre os 8 e os 13 euros, em função do resultado da Assembleia Geral de hoje. Veja como.

Negócios negocios@negocios.pt 30 de Junho de 2010 às 10:10
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As acções da PT têm intervalos estimados de variação entre os 8 e os 13 euros, em função do resultado da Assembleia Geral de hoje.

Cruzando as várias notas de "research" recentes, incluindo as de hoje, com o comportamento da acção em Bolsa nas últimas semanas, é possível estimar as tendências de evolução da cotação da PT. Veja os cenários.

Se a Vivo não for vendida, acções caem
Desde que a Telefónica avançou com a proposta original de 5,7 mil milhões de euros, numa carta de 6 de Maio, as acções da PT subiram 25,3%, até aos 8,85 euros a que negoceiam na sessão de hoje (antes de serem suspensas). A cotação máxima neste período foi de 9,12 euros, valor alcançado a 2 de Junho. A PT vale agora perto de oito mil milhões de euros em Bolsa.

Esta valorização expressiva assenta na expectativa de encaixe com a venda da PT. Se hoje a Assembleia Geral decidir que a Vivo não deve ser vendida, a expectativa desse encaixe desaparece, donde as acções deverão cair. Até quanto? Depende. Mas não deverão cair até ao nível inicial nos 7 euros, por duas razões: primeiro, porque a Vivo passou a ter um novo valor, mais alto, de mercado; segundo, porque pode haver especulação sobre próximos passos da Telefónica.

Se a Vivo for vendida, acções sobem... mas depende do que se fizer ao dinheiro
Se a Assembleia Geral decidir vender a Vivo, então concretiza-se a expectativa do mercado e as acções deverão mesmo subir em função dessa certeza. Contudo, a valorização subsequente depende da expectativa do que se fizer ao dinheiro "encaixado", o que não será alvo de discussão hoje.

A pressão dos accionistas financeiros é de que a PT distribua parte desse "encaixe" directamente aos accionistas, sob a forma de dividendos ou comprando acções próprias (Assim valorizando as que ficam no mercado). Nesse caso, as acções podem valorizar para perto dos 13 euros.

A pressão do Conselho de Administração deverá ser, no entanto, de reinvestir o dinheiro na própria empresa, comprando outros activos noutros países. Nesse caso, o risco de reinvestimento existe e as acções não subirão tanto.

Na prática, o mercado valorizará mais o encaixe de curto prazo e sem risco do que uma perspectiva "encaixes" de futuro, sempre sujeitos a riscos.



Nota: esta notícia
não é uma recomendação de investimento. É uma compilação feita pelo Negócios de dezenas de notas de "research" emitidas ao longo das últimas semanas e hoje a propósito da eventual venda da Vivo à Telefónica.



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