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OMT: Cidades devem definir qual o limite para a sua capacidade turística

Lisboa foi uma das oito cidades europeias estudadas pela Organização Mundial do Turismo para melhorar a gestão do crescimento dos fluxos turísticos urbanos. A subida dos preços das casas mas também na restauração é vista como consequência do excesso do turismo.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Setembro de 2018 às 11:17

Criar zonas pedonais. Rever a regulação e a imposição de taxas sobre hotelaria. Definir a capacidade de suporte da carga turística de uma cidade e das principais áreas e atracções. Estas são estratégias elencadas pela Organização Mundial do Turismo (OMT) após um estudo feito em oito cidades europeias sobre o excesso de turismo e o seu impacto.

 

Lisboa foi uma das cidades analisadas no "Overtourism’? Understanding and managing urban tourism growth beyond perceptions" (Excesso de turismo? Perceber e gerir o crescimento do turismo urbano para lá da percepção, numa tradução literal), a par de Amesterdão, Barcelona, Berlim, Copenhaga, Munique, Salzburgo e Talin.

 

A OMT quis olhar para as percepções dos residentes após os crescentes protestos contra o turismo e o surgimento de expressões como "turismofobia". É no estudo que aponta para as estratégias e pilares de combate, como a criação de mais zonas exclusivamente pedonais e o estabelecimento de limites na capacidade de suporte de carga turística das cidades e das suas zonas, enquanto pilares que se inserem na revisão e adaptação da regulação turística.

 

A OMT define a capacidade turística como o "número máximo de pessoas que podem visitar o destino ao mesmo tempo sem causar destruição do ambiente físico, económico e sociocultural e sem uma descida inaceitável na qualidade e satisfação dos visitantes".

 

Mas há mais estratégias. "Entre as estratégias propostas pelo estudo, os habitantes ouvidos mostraram-se favoráveis às seguintes medidas: melhorar as infra-estruturas e os equipamentos na cidade; comunicar e envolver os residentes e empresas locais no planeamento turístico; comunicar melhor com os visitantes sobre como se comportar na cidade; distribuir melhor os visitantes ao longo do ano; criar experiências na cidade onde os residentes e os visitantes se possam encontrar e integrar", aponta o estudo.

 

A segmentação e a dispersão de visitantes também são apoiadas pela OMT, agência especializada da Organização das Nações Unidas, bem como a monitorização regular da percepção das comunidades locais. Contudo, a organização alerta que nem todas as estratégias podem ser iguais, dependendo da cidade e da sua envolvente. 

 

 

Da atmosfera internacional aos preços dos cafés

O estudo da OMT aponta para os pontos fortes e fracos do turismo, tendo como base as percepções dos residentes das oito cidades.

Do lado positivo estão a "maior atmosfera internacional (diferentes culturas na cidade), a realização de mais eventos, a imagem mais positiva, a protecção das partes históricas da cidade e a restauração da arquitectura tradicional".

"A subida no preço das casas, no preço dos táxis, nas lojas, nos restaurantes e cafés e do custo do transporte público" são os aspectos negativos percepcionados pelos cidadãos das cidades.

 

 





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