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Ongoing deixa de ter participação qualificada na Pharol

O grupo de Nuno Vasconcellos, que chegou a ter 10% da antiga PT SGPS, reduziu novamente a sua posição na Pharol, agora para menos de 2%.

Pedro Elias/Jornal de Negócios
Negócios jng@negocios.pt 26 de Janeiro de 2016 às 17:26
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A Ongoing passou a deter uma participação inferior a 2% do capital social e dos correspondentes direitos de voto da Pharol, anunciou esta empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).


"Esta redução da participação qualificada detida pela Ongoing e por intermédio da sociedade por si dominada Nivalis Holdings
na Pharol ocorreu em consequência da não renovação da operação de 'swap' relativa a 29.695.000 acções ordinárias da sociedade cuja vigência terminou a 19 de Janeiro de 2016", explica o comunicado.


Em Agosto do ano passado o grupo de Nuno Vasconcellos (na foto), que chegou a deter 10% da antiga PT SGPS, tinha já reduzido a participação na Pharol para 3,46%, devido à execução de uma penhora por parte do BCP.


Na altura a Ongoing justificou a redução com a alienação de 37.804.969 acções ordinárias "em resultado do exercício de um direito de apropriação previsto em contrato de mútuo com penhores de acções". Os títulos foram penhorados pelo BCP, que passou a ser o terceiro maior accionista da Pharol.


A redução da fatia da Ongoing concretizada em Agosto também se deveu à "não reaquisição de 22.560.000 acções da sociedade, que eram objecto de uma Equity Swap Transaction (swap)". Esta posição, que correspondeu a perto de 2,5% do capital da Pharol, passou para o Novo Banco, que passou a ter 12,6%.

Nuno Vasconcellos renunciou em Setembro do ano passado à administração da Pharol.

Uma renúncia que aconteceu quase 10 anos depois do empresário ter assumido um lugar na administração da PT SGPS sedeada em Picoas, Lisboa. Na altura a Ongoing Strategy tinha passado a deter, a partir de Julho de 2006, mais de 2,002% do capital da operadora e Vasconcellos ocupou a vaga deixada por Henrique Chaves, representante do empresário Patrick Monteiro de Barros que, em meados desse ano, optou por vender a posição de relevo que detinha na PT SGPS.


A empresa de Vasconcellos, à data accionista do Espírito Santo Financial Group (ESFG), "holding" que, por sua vez, controlava o Banco Espírito Santo (BES) ficará para sempre ligada ao núcleo duro, dentro da PT, que travou a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Sonaecom sobre a operadora nacional em Fevereiro de 2006. O BES, o maior accionista privado da empresa de telecomunicações, na figura do presidente Ricardo Salgado, reuniu todos os esforços possíveis para criar um grupo de oposição à oferta do grupo de Belmiro de Azevedo. Nuno Vasconcellos, juntamente com o seu sócio Rafael Mora, acabou por ser uma dessas figuras que travou o intentos do empresário nortenho. O grupo Ongoing nunca mais deixou de exercer a sua influência dentro PT e mais tarde viria também a adquirir a marca Económico.

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