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Ongoing acusa CMVM de quebrar regras de confidencialidade

A empresa de Nuno Vasconcellos acusa a CMVM de "transmitir para os órgãos de comunicação social informação classificada como interna do órgão regulador".

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A Ongoing refere-se à notícia avançada ontem pelos meios de comunicação de que a "CMVM considera ter existido uma situação de fraude à lei, por parte da Ongoing, quando dividiu a sua participação por várias sociedades na Impresa, de modo a eleger um administrador na Assembleia-geral do grupo".

A empresa de Nuno Vasconcellos refere em comunicado, enviado às redacções, que soube da notícia pelos jornais e que a decisão do regulador não foi transmitida às partes. “Como consequência, a credibilidade e a reputação da Ongoing e da própria CMVM acabam por ser atingidas”, escreve a Ongoing em comunicado.

"Tal facto é tanto mais preocupante quanto a veiculo de uma 'toupeira', são transmitidos para os órgãos de comunicação social, informação classificada como interna do órgão regulador, numa actuação que não podemos deixar de considerar como uma tentativa obvia de manipulação do entendimento geral sobre a actuação da Ongoing, com isso violando todas as regras de confidencialidade a que devem estar sujeitos este tipo 'pareceres' construídos internamente e aos quais nem sequer as partes têm acesso ou conhecimento", acusa a empresa.

A Ongoing acusa ainda o "Expresso, a SIC e dos restantes meios controlados pelo Dr. Pinto Balsemão" de fazerem pressão sobre a empresa. "De facto, é condenável que colaboradores de entidades cuja actuação deveria estar acima de toda a suspeita dêem de si tão fraca imagem e suscitem tão fraco respeito e credibilidade."

Recorde-se que foi o "Expresso" que noticiou que Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa SIED e agora quadro da Ongoing, de ter enviado informações à Ongoing sobre dois empresários russos e sobre metais estratégicos, pouco antes de apresentar a demissão do SIED e com o processo de exoneração já em curso.

Além disso o "Expresso" noticiou também que ex-dirigentes do SIED tiveram acesso aos registos telefónicos do antigo jornalista do "Público" Nuno Simas.

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