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Ongoing desiste de todas as acções judiciais contra o grupo Impresa

Desde o início dos desentendimentos entre os dois grupos, a Ongoing perdeu quatro acções judiciais e uma do regulador de mercado.

Ongoing acusa CMVM de quebrar regras de confidencialidade
Inês Balreira inesbalreira@negocios.pt 15 de Julho de 2013 às 19:30
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A empresa liderada por Nuno Vasconcellos decidiu desistir de todos os processos que tinha em curso contra a Impresa, e respectivos administradores, bem como contra a Balseger, a Impreger e a Sojornal e ainda da acção contra Nicolau Santos, director adjunto do “Expresso”

 

Várias destas acções haviam sido já julgadas improcedentes em primeira instância, estando ainda a decorrer os recursos de várias decisões.

 

De acordo com um comunicado da Impresa remetido à CMVM, as sentenças de homologação das desistências das acções movidas pelo grupo foram já proferidas e comunicadas ao grupo Impresa na passada sexta-feira.

 

A Ongoing, recorde-se, é a segunda maior accionista do grupo Impresa, tendo entrado em rota de colisão com Pinto Balsemão, accionista maioritário, em 2009, quando o grupo proprietário do “Diário Económico” decidiu avançar com uma proposta de compra à TVI, ao mesmo tempo que matinha uma posição relevante no grupo da SIC.

 

Desde o início da quezília entre as duas empresas, o grupo de Pinto Balsemão viu ser-lhe dada razão por quatro decisões judiciais e uma da CMVM.  

 

Dos processos movidos pela Ongoing contra a Impresa o mais mediático foi o que envolveu um dos actuais directores adjuntos do jornal “Expresso”, Nicolau Santos. A empresa presidida por Nuno Vasconcellos acusava , em 2011, o jornalista de difamação a propósito de um de artigo de opinião publicado no “Expresso” e pedia uma indemnização no valor de 70 milhões de euros.

 

O artigo em causa – “O jornal que aldraba as suas vendas” – afirmava que o “Diário Económico” tinha defraudado as vendas, depois de uma auditoria ter concluído que as vendas reais do jornal em 2009 não reflectiam os números fornecidos à Associação portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação pelos responsáveis do título da Ongoing.  

 

A indemnização era pedida não só pela difamação mas também porque a Ongoing alegava que o artigo de Nicolau Santos prejudicou os negócios que estavam a ser desenvolvidos pelo grupo, que chegou a ter pretensões de assumir uma posição relevante na Media Capital. O negócio chegou a ser concretizado com a Prisa, grupo que detém a Media Capital, mas acabou por ser chumbado pelo regulador.

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