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ONI Plataformas diz decisão do júri da TDT reflecte «dualidade de critérios de análise»

A ONI Plataformas apresentou hoje recurso da decisão preliminar da Comissão de Análise do concurso de TDT, por considerar que esta reflecte «uma completa dualidade de critérios de análise», disse o porta-voz da ONI ao Negocios.pt.

Bárbara Leite 31 de Julho de 2001 às 20:49
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A ONI Plataformas apresentou hoje recurso da decisão preliminar da Comissão de Análise do concurso de Televisão Digital Terrestre (TDT), por considerar que esta reflecte «uma completa dualidade de critérios de análise das (duas) candidaturas», disse o porta-voz da ONI ao Negocios.pt.

O recurso da decisão apresentada junto do Instituto de Comunicações de Portugal (ICP) pela ONI Plataformas, consórcio que integra a ONI e a Media Capital, que detém a TVI, é baseado ainda no facto «de ter sido pontuado na proposta concorrente uma tecnologia que não se encontrava a concurso: a FWA», acrescentou o porta-voz da ONI, em declarações ao Negocios.pt.

Segundo o mesmo responsável, «teríamos apresentado um conjunto de tecnologias que possuímos», caso a ONI Plataformas soubesse que estas tecnologias seriam tidas em conta na avaliação da candidatura ao concurso para constituir e explorar uma plataforma de TDT.

A ONI Plataformas argumenta ainda contra a decisão da Comissão de Análise, por esta não ter «decidido considerar os serviços de arranque» propostos na sua candidatura.

Na proposta da ONI Plataformas, numa fase inicial, a empresa cobraria pelo serviço de televisão digital terrestre, um valor de 7,23 euros (1.450 escudos) e de 24,44 euros (4.900 escudos) quanto ao aluguer da «set-top box».

Este pacote não foi tomado em consideração na avaliação da Comissão de Análise, por não serem comparável ao proposto pelo outro consórcio, explicou o mesmo responsável.

A Comissão de Análise avaliou a proposta da ONI Plataformas em relação ao pacote que integra mais serviços e tecnologia mais avançada, tendo, neste âmbito, a ONI proposto vir a cobrar 49,38 euros (9.900 escudos) pela «set-top box» e 11,72 euros (2.350 escudos) pela disponibilização do serviço digital.

Pelo tipo de serviço e tecnologias equivalentes a estas, a PTDP propõe-se vir a cobrar 99,76 euros (20 mil escudos) pela «set-top box» e 9,98 euros (2.000 escudos) pelo serviço de televisão digital.

Segundo a ONI Plataformas, a Comissão de Análise «não pode obrigar ninguém a ter em casa, por analogia, além do pacote básico da TV Cabo, a Telecine e a Sport TV», explicou a mesma fonte.

«Para massificar a sociedade de informação, a ONI propõe este pacote básico que a Comissão de Análise nem tomou em consideração», acrescentou o porta-voz da ONI ao Negocios.pt.

Esta atitude só demonstra que a comissão de análise «entende que todos os portugueses têm poder compra para optar por uma set-top box no valor de 99,76 euros (20 mil escudos)», concluiu o porta-voz da ONI Plataformas.

Os dois consórcios apresentaram hoje no Instituto de Comunicações de Portugal (ICP), os respectivos comentários e sugestões à decisão preliminar da comissão de análise do concurso para gerir a plataforma de televisão digital terrestre (TDT), disse fonte oficial do ICP ao Negocios.pt.

A decisão preliminar da comissão assegura o primeiro lugar do concurso da TDT ao consórcio formado pela SGC, de Pereira Coutinho, e SIC/RTP, por uma margem de 0,7 pontos num parâmetro de zero a 20 pontos, face ao outro consórcio concorrente.

A ONI Plataformas mostrou-se insatisfeita com a avaliação feita pela comissão de análise, pelo que reclamou desta decisão.

A Plataforma de Televisão Digital Terrestre (PTDP) disse estar disposta a integrar a TVI, da Media Capital, no consórcio, caso ganhe a licença para constituir e operar a plataforma de TDT.

Após a análise das sugestões e comentários por parte da Comissão de Análise das candidaturas, será emitido um parecer final que terá que ser homologado pelo ministro do Equipamento Social, Ferro Rodrigues. O vencedor será conhecido a 6 de Agosto.

As emissões da nova plataforma de televisão digital terão inicio no próximo ano e serão uma alternativa à televisão digital interactiva da TV Cabo.

As acções da Electricidade de Portugal, que controla a ONI, encerraram hoje a cotar nos 3,02 euros (605 escudos), a subir 0,67%.

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