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OPA à Cimpor é a prova de que "todos os Governos utilizam a Caixa Geral de Depósitos"

A CGD decidiu vender a sua participação na cimenteira portuguesa na sequência da OPA da Camargo Corrêa. "Obviamente que a decisão foi do ministro das Finanças", defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 09 de Abril de 2012 às 00:06
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Os Governos têm mesmo influência nas decisões da Caixa Geral de Depósitos (CGD), garantiu hoje Marcelo Rebelo de Sousa. A Oferta Pública de Aquisição (OPA) da brasileira Camargo Corrêa sobre a Cimpor é, segundo o político, a confirmação.

“Todos os Governos utilizam a CGD como correia de transmissão e, nos casos de participações que não têm nada que ver com a actividade bancária, como barriga de aluguer”, declarou o comentador no seu espaço habitual na TVI.

Para o professor universitário, “nem sequer o acordo com a troika veio resolver esse problema”.

Não tendo nada a ver com a actividade fundamental do banco estatal, o Governo chegou e disse para vender, segundo o social-democrata.

No caso específico da OPA sobre a Cimpor, a Caixa foi utilizada pelo Governo, diz Marcelo. “O Governo dá ordens à CGD e a CGD cumpre”, resume. “Obviamente que a decisão foi do Ministro das Finanças”.

O Negócios avançou, a 1 de Abril, que o banco do Estado teve de aceitar a decisão governamental de vender a sua posição de 9,6% na Oferta Pública de Aquisição da empresa brasileira. Vítor Gaspar e o assessor do Governo para as privatizações, António Borges, foram as caras dessa decisão, adiantou a publicação. No comentário de hoje, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou não saber sobre a intervenção de António Borges mas não mostrou dúvidas sobre o envolvimento de Gaspar.

Em relação à OPA, o comentador político afirmou que “estava escrito nos astros” que a Camargo Corrêa e a Votorantim, actualmente o primeiro e segundo maiores accionistas da cimenteira nacional, iriam acabar por partilhar entre si os activos da Cimpor, depois da sua entrada na empresa, em 2010.


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