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OPA da PTM sobre Lusomundo investigada por suspeita de crime

A PGR está a investigar uma suspeita de crime por abuso de informação privilegiada por parte de um administrador da PTM e do presidente da Caixa Banco de Investimento na OPA da PTM sobre a Lusomundo, noticiou o «Expresso».

Negócios negocios@negocios.pt 05 de Outubro de 2001 às 12:29
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A Procuradoria-Geral da República está a investigar uma suspeita de crime por abuso de informação privilegiada na oferta pública de aquisição (OPA) da PT Multimédia sobre a Lusomundo, noticiou o «Expresso».

O processo, entregue pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, que concluiu a existência de procedimento criminal, à PGR, envolve um administrador da Lusomundo, Luciano Patrão e João Martins, actual presidente da Caixa Banco de Investimento.

Segundo as informações recolhidas pelo semanário, João Martins terá contraído um empréstimo para adquirir um lote de 50 mil acções da Lusomundo antes de ser anunciada a OPA sobre a empresa pela PTM [PTM], obtendo uma mais-valia de cerca de 350 mil euros (70 mil contos).

Nesta operação, concertada entre Luciano Patrão e João Martins, na altura consultor, terá sido utilizada uma instituição financeira sediada num «off-shore» em Gibraltar.

Os dois suspeitos negaram ao «Expresso» o abuso de informação privilegiada, que é punida em Portugal com pena de prisão até três anos ou pena de multa no caso de administradores que negoceiem títulos das empresas onde trabalham.

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