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Os novos capítulos da Disney

A Walt Disney Company quer levar o seu universo para o mercado asiático. A maior aposta passa por um parque temático Disneyland em Xangai.

Negócios 29 de Abril de 2014 às 18:43
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Quando em 1923 Walt Disney arrancou com o seu estúdio de animação queria tornar globais as narrativas criadas pela sua equipa. Agora, essa vontade chega ainda mais longe com a aposta no mercado asiático.

 

As portas do castelo encantado do novo parque temático da Disneyland em Xangai devem abrir-se já no final de 2015, naquela que é uma das maiores apostas estrangeiras de sempre na China. São 5,5 mil milhões de dólares (4 mil milhões de euros) de investimento global, mesmo em tempo de abrandamento na economia do país, revela o "New York Times".

 

Para que o sonho se tornasse realidade foram precisas duas décadas de negociações com o governo chinês e a garantia de que o parque temático seria drasticamente diferente da primeira Disneyland. Com muitas conversas e “pó de fada”, o acordo chegou.

 

Os detalhes do projecto têm-se revelado uma fórmula secreta, pelo receio que outros parques temáticos possam imitar as atracções. O grande destaque vai para uma diversão dedicada aos Piratas das Caraíbas num ‘resort’ onde estão ainda confirmados dois hóteis, um lago e uma zona comercial.

 

A maioria do investimento na Disneyland em Xangai (67%) pertenceu ao consórcio estatal chinês Shanghaid Shendi. Os restantes 43% são assegurados pela Disney, que anunciou na segunda-feira que iria desembolsar mais 800 milhões de dólares (579 milhões de euros) para a criação de novos pontos de interesse no parque temático.

 

Como explica o "New York Times", a criadora de Mulan poderá querer evitar situações como as ocorridas em 2005, com a abertura do parque Disneyland em Hong Kong a registar um número de visitantes abaixo do esperado. A empresa investiu então outros 500 milhões de dólares (361 milhões de euros) na expansão daquele que é o menor parque temático do seu catálogo. Os resultados fizeram-se sentir: 7,4 milhões de pessoas só no ano passado, com um aumento de 10% face a 2012.

 

Perante a maior abertura da China à indústria do entretenimento e lazer do ocidente, a Disney acredita que a maior cidade chinesa representa um pólo galopante de oportunidades para que os seus “finais felizes” cheguem cada vez a mais pessoas.

 

As perspectivas de crescimento do mercado de viagens e turismo bem como a proximidade, de três horas de viagem, a um aglomerado de 330 milhões de habitantes são os grandes motivos apresentados pela empresa que assumirá a gestão operacional da nova atracção.

 

A fechar a onda de investimento no oriente, também em Xangai, a Disney está a construir a sua maior loja em todo o mundo, com uma área total de 53 mil metros quadrados.

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