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Ota e TGV deviam fazer parte de um Plano Integrado de Transportes

Os projectos de investimento no novo aeroporto internacional de Lisboa e da rede do comboio de alta velocidade deviam constar de um Plano Integrado de Transportes, que incluísse as redes rodoviária e ferroviárias, assim como as infra-estruturas aeroportuá

Nuno Miguel Silva nmsilva@mediafin.pt 21 de Setembro de 2005 às 15:10
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Os projectos de investimento no novo aeroporto internacional de Lisboa e da rede do comboio de alta velocidade deviam constar de um Plano Integrado de Transportes, que incluísse as redes rodoviária e ferroviárias, assim como as infra-estruturas aeroportuárias e portuárias, defendeu hoje Joaquim Carlos Fortunato.

O presidente da AECOPS justificou esta posição com o facto de «a localização de uma infra-estrutura poder ter implicações nos traçados das outras redes de transportes».

«Devia ter sido por aí que se devia ter começado. Estes projectos deviam ser um desígnio nacional e deviam ser do acordo dos dois principais partidos do sistema de alternância democrática em Portugal [PS e PSD]», reforçou este responsável.

O presidente da AECOPS revelou mesmo que o facto de PS e PSD não se entenderem sobre projectos tão importantes como a Ota já levou grupos estrangeiros – que se escusou a precisar - contactados por empresas nacionais a recusarem a refazer os consórcios que já estavam praticamente concluídos para concorrer ao empreendimento na altura dos governos Guterres, colocando como condição prévia para tal o entendimento entre os dois partidos referidos.

Sobre as PPP, Joaquim Carlos Fortunato aponta o mesmo caminho: «um programa estável e credível para as várias fases dos projectos», para evitar situações que têm sucedido nas concessões rodoviárias, «onde já é normal demorar mais tempo a decidir-se o concurso do que a construir».

O presidente da AECOPS referiu especificamente dois casos «anormais»: a SCUT dos Açores, «cujo concurso foi recentemente anulado pelos tribunais, quando as propostas foram entregues há cerca de dois anos»; e o Hospital de Loures, «que se está agora a pensar anular, quando as propostas também já foram entregues há mais de um ano».

«O modelo de funcionamento da justiça em Portugal é outro dos grandes entraves ao desenvolvimento económico do País», conclui Joaquim Carlos Fortunato.

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