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Papelaria Fernandes agrava prejuízos para 5,9 milhões no semestre

A Papelaria Fernandes agravou as perdas para 5,9 milhões de euros no primeiro semestre "absolutamente condicionada" pela situação de insolvência em que se encontra, revelou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Negócios negocios@negocios.pt 31 de Agosto de 2009 às 21:39
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A Papelaria Fernandes agravou as perdas para 5,9 milhões de euros no primeiro semestre “absolutamente condicionada” pela situação de insolvência em que se encontra, revelou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo a mesma fonte, “neste contexto tão condicionantemente restritivo, as vendas consolidadas do Grupo reduziram-se em 5,2 milhões de euros para 2,3 milhões de euros e o EBITDA gerado foi negativo em 3,7 milhões de euros”.

A empresa explica que “fruto da total falta de liquidez com que o Grupo se confrontou desde há meses, decidiu-se concentrar toda a actividade comercial possível no negócio de retalho, visto ser este o sector gerador de maiores margens brutas e com um ciclo financeiro mais favorável”.

A mesma fonte acrescenta que, as restantes áreas “mantiveram-se praticamente paralisadas, com excepção do serviço de assistência técnica aos equipamentos reprográficos comercializados pela participada Fernandes Técnica”.

Uma situação que implicou consequentemente “a quase total ociosidade dos efectivos humanos não afectos àqueles negócios e aos serviços administrativos centrais”.

O grupo explica que a actividade comercial remanescente neste período “apenas foi possível por via de financiamentos bancários específicos e pontuais, concedidos pelo credor maioritário do Grupo, com vista à manutenção da sobrevivência do negócio de retalho”.

“Só assim seria e foi exequível estudar-se e delinear-se, com a abrangência e a objectividade necessárias, um plano de viabilização que venha a permitir dar alguma continuidade sustentável e rentável aos negócios do Grupo”, salienta.

A mesma fonte diz ainda que, até à declaração judicial de insolvência “não foi praticável a redução do quadro de pessoal, pelo que os custos de estrutura, para além do que resultou de uma menor contratação de FSE, mantiveram-se quase constantes, agravando o resultado da exploração”.

Procedeu-se ainda ao encerramento, em Abril e sem encargos inerentes, de uma loja em Lisboa, “cuja viabilidade futura não se vislumbrava”.

A Administração “não pode deixar de exprimir que está plenamente convicta de ser possível encontrar-se uma solução plausível que, mediante o figurino da cessão de exploração dos negócios considerados rentáveis a uma nova sociedade desonerada de passivo, permita dar continuidade sustentável aos mesmos e satisfazer assim, ainda que parcialmente, os credores das Empresas”, sublinha.

No entanto, acrescenta a mesma fonte “não pode deixar de exprimir as suas reservas a que seja viável alavancar o investimento previsto no plano de insolvência, mantendo-se os pressupostos do mesmo, apresentados nas assembleias de credores e divulgados no comunicado desta Empresa de 30 de Junho passado”.

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