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Papelaria Fernandes vai apresentar pedido de insolvência

Os accionistas da Papelaria Fernandes aprovaram hoje a proposta do Conselho de Administração da empresa, de solicitar um pedido de declaração de insolvência no Tribunal de Comércio e de todas as suas participadas, com o objectivo de recuperar a empresa, que nesta altura não apresenta viabilidade.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 27 de Março de 2009 às 15:12
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Os accionistas da Papelaria Fernandes aprovaram hoje a proposta do Conselho de Administração da empresa, de solicitar um pedido de declaração de insolvência no Tribunal de Comércio e de todas as suas participadas, com o objectivo de recuperar a empresa, que nesta altura não apresenta viabilidade.

Os accionistas reuniram hoje em assembleia geral, tendo votado favoravelmente, por maioria, a proposta da administração da empresa, sendo que esta passa por um pedido de insolvência.

O conselho de administração da Papelaria Fernandes, liderado por José Ortigão Sanches, apresentou a 17 de Março a sua demissão, depois de ter anunciado que concluiu 2008 com perdas de 21,68 milhões de euros, mais 17,42 milhões que em 2007.

Num comunicado ao mercado a empresa informa que esta proposta, que resultou de um mandato dado pelos accionistas na AG do final do ano passado, tendo a administração concluído “não ser possível a viabilização económica e financeira da empresa, se forem mantidos, no mesmo contexto e estrutura societários actualmente existentes, os negócios que, nesse estudo, se consideram potencialmente rentáveis”.

Neste âmbito, os accionistas aprovaram um mandato ao conselho de administração para que esta “de imediato”, apresente no Tribunal de Comércio “um requerimento de declaração de insolvência desta sociedade, bem como de todas as suas participadas, com vista à instauração de um processo de insolvência objectivando a recuperação da sociedade”.

Após 30 dias da apresentação do pedido de insolvência, será apresentado um palno de recuperação da empresa.

O Conselho de Administração fica ainda autorizado a apresentar, no âmbito desse processo, “um plano de viabilização que, tal como previsto no artigo 199.º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas (CIRE), contemple a cessão daqueles negócios a uma nova sociedade a constituir, mediante uma contrapartida adequada que resulte dos meios financeiros a gerar por esta nova empresa e que, ao longo do tempo, permita cumprir o acordo de pagamentos que venha a resultar no processo de insolvência”.

No âmbito do processo de recuperação, será criada uma nova companhia, que deverá ter uma participação preferencial da Papelaria Fernandes.

As acções da empresa serão excluídas de negociação em bolsa enquanto decorrer este processo, sendo admitidas no mercado sem cotações. Contudo, a empresa mantém a “intenção de, uma vez concluído o processo de insolvência, voltar de imediato a requerer-se a sua readmissão à mesma negociação”.

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