Transportes Pardal Henriques: "Não vamos desconvocar a greve. O pressuposto é este"

Pardal Henriques: "Não vamos desconvocar a greve. O pressuposto é este"

O representante do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, reiterou esta noite que a greve não será desconvocada.
Pardal Henriques: "Não vamos desconvocar a greve. O pressuposto é este"
Lusa
Sara Antunes 15 de agosto de 2019 às 22:55

O sindicato dos motoristas de matérias perigosas critica a postura do Governo, que se tem desdobrado para bloquear a greve, e diz que a lei obriga o Executivo a nomear um mediador.


Pedro Pardal Henriques, que falou com os jornalistas antes de ter sido revelado que o outro sindicado em greve desconvocou a paralisação, garantiu que não vão desconvocar a greve. "Não vamos desconvocar a greve. O pressuposto é este", sublinhou em declarações aos jornalistas depois de o Governo ter anunciado que o processo de mediação que estava a iniciar tinha caído por terra porque a manutenção da greve inviabilizava as negociações.

 

O responsável criticou o Governo que se tem "aliado à parte contrária, ou seja, a Antram", acrescentando que o "secretário de Estado está equivocado" quando diz que o Governo não vai nomear um mediador porque uma das partes já disse que não quer sentar-se à mesa das negociações.


"É obrigação do Governo" nomear um mediador, depois do pedido feito pelo sindicato. "Não é isto que a lei diz. A lei diz que o Governo é obrigado a nomear um mediador", salientou em declarações aos jornalistas.

 

Pardal Henriques diz estar "convicto" de que "ainda hoje ou amanhã o Governo nomeará um mediador, e depois cabe à Antram dizer se aceita ou não a mediação."

 

"Acredito que se o Governo tiver a mesma postura e mobilização de esforços, como tem tido para bloquear o direito à greve, este processo vai ser resolvido muito em breve", adiantou.

 

Pardal Henriques salientou que os motoristas de matérias perigosas estão "de boa fé para resolver este processo", sublinhando que estão a "reivindicar direitos justos" porque "estas pessoas merecem ter uma reforma condigna, como todos os portugueses merecem."




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