Empresas Parque de Ciência e Tecnologia de Bragança lança âncora à Faurecia

Parque de Ciência e Tecnologia de Bragança lança âncora à Faurecia

Futuro Brigantia EcoPark está em contacto com a multinacional do sector dos componentes automóveis e espera ter sucesso na captação da Faurecia para o parque, que deverá estar concluído no final deste ano.
Parque de Ciência e Tecnologia de Bragança lança âncora à Faurecia
Manuel Teles
Alexandra Noronha 11 de junho de 2014 às 10:00

O futuro Parque de Ciência e Tecnologia "Brigantia EcoPark", em Bragança, está a negociar a entrada da Faurecia – uma multinacional que fabrica componentes para o sector automóvel – no empreendimento, que deverá estar concluído ainda este ano. Durante a conferência "Caixa Empreender", organizada pelo Negócios e pela CGD, Paulo Piloto (na foto), director executivo do projecto, afirmou que o EcoParque estará pronto até ao final deste ano e confirmou que acredita ser possível atrair grandes empresas para o local, como a Faurecia. "Eles entendem que o País possui condições atractivas para desenvolver um projecto desta dimensão", disse o responsável.

"Temos grandes expectativas, porque além de ser um centro de desenvolvimento que obriga ao recrutamento de recursos humanos altamente qualificados, a empresa tem uma instalação fabril em Bragança, que ocupa no conjunto das filiais o terceiro lugar a nível mundial de competitividade. Isto foi-nos transmitido pelos directores da empresa", salientou. Caso o projecto se concretize pode implicar um recrutamento de 80 pessoas qualificadas, adianta Paulo Piloto.

O responsável está confiante que se a empresa escolher o Parque, o recrutamento será o último dos problemas. "Não é difícil. Aliás, a nossa candidatura foi com parceiros na região Norte. Entendemos que, para um projecto desta dimensão, era necessário envolver outras universidades e outros centros de desenvolvimento, para dar algum apoio e consolidar a proposta, quer tem de ser competitiva", referiu Paulo Piloto.

Além da Faurecia, o director do Parque salientou que já recebeu "vários contactos. Mais de 20. As pessoas ouvem falar do Parque de Ciência e Tecnologia e ficam interessadas e motivadas, apresentam o seu projecto e tentam perceber as condições que temos para oferecer. Algumas formalizam", explica.

O Parque vai acolher empresas de base tecnológica e instituições de investigação, explicou o responsável que realça que o empreendimento vai estar integrado "numa rede internacional, por ajuda do Instituto Politécnico de Bragança, espalhada pelos 5 continentes, e isso vai ser importante".

O projecto pode também contar com fundos do QREN, que no novo quadro irão privilegiar o apoio às PME. "Sei de um programa que eles estão a desenvolver que é a colocação de doutorados em empresas com um contributo do pagamento de até 85% do salário", adiantou Paulo Piloto. O director do Parque acredita que medidas deste género acabam por ser vitais para integrar trabalhadores qualificados. "Isso pode ser muito importante para as empresas que precisam de recursos humanos altamente qualificados. Essas empresas têm de pensar em investir no conhecimento. E se investirem, provavelmente tornam-se muito mais competitivas e os resultados aparecem" realça Paulo Piloto que acredita que Bragança será beneficiada no QREN.

Beta-i quer trazer Lisbon Challenge ao interior

O interior está agora no radar de quem apoia estes projectos. Tiago Pinto, co-fundador e vice-presidente da Beta-i, um acelerador de "start-ups" conhecido por organizar o "Lisbon Challenge" diz que estão a ser criados "programas chamados ‘beta start’, que são aceleradores, e estamos a tentar fazer isto localmente". A organização já levou a cabo este projecto em Coimbra, e fez "uma série de outras candidaturas da universidade de Aveiro e na Covilhã para fazer a mesma coisa nesse local. E quem sabe Bragança, com a nova incubadora, poderá aplicar este tipo de metodologias localmente".

O vice-presidente da Beta-i diz que, para dar os primeiros passos, a maioria dos projectos precisa de cerca de 100 a 150 mil euros de investimento para ter alguma hipótese de sucesso. "O primeiro passo é assumir ou reconhecer que sozinho é muito mais difícil. Acho que há algumas infra-estruturas que podem ajudar nomeadamente as universidade e as incubadoras" realça Tiago Pinto. "A Beta-i é um bom primeiro passo", garante.

 
Apoios

A Caixa Capital criou no ano passado um fundo para apoiar as pequenas e médias empresas, com o objectivo de entrar no capital das empresas para financiar ou co-financiar investimentos e fundo de maneio. 

 

150 milhões para PME

A Caixa Capital tem financiado vários projectos através do capital de risco. Para as PME tem agora 150 milhões de euros, adiantou Pedro Cabaço. "É um fundo criado no final do ano passado. Tem como objectivo entrar no capital das empresas para financiar ou co-financiar programas de investimento. Ou financiar fundo de maneio", explicou o responsável. Pedro Cabaço realçou que este montante se destina a "planos de negócios em que se aumenta o ciclo de exploração e as necessidades de fundo maneio crescem". 

 

15 empresas apoiadas

A Caixa Capital está agora a avaliar "cerca de 15 empresas. Desde a criação do curso já analisámos 20. Fechámos uma operação o ano passado, estamos em vias de fechar duas operações", explicou Pedro Cabaço. "Há-de ser à volta dos 20 milhões de euros. Temos um período de investimento de 5 anos, pelo menos", garantiu o responsável.

 

Não há limite mínimo

O investimento em cada empresa não exige mínimos. "Não temos um limite mínimo, mas temos um limite máximo de investimento que é de 7,5 milhões de euros por operação. Em todo o caso se o projecto assim o justificar, temos outros fundos, que podem ser canalizados ou repartidos", disse Pedro Cabaço. Para a Caixa Capital, o interessante é olhar "para os projectos que permitem uma entrada de capital de um milhão de euros, mais coisa menos coisa".




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