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Participação de empresas portuguesas na Alta Velocidade pode ser superior a 60%

A participação nacional no projecto ferroviário de Alta Velocidade tem potencial para chegar aos 60%, ou ser mesmo superior, em relação ao valor do investimento global previsto na rede, na ordem dos 7,7 mil milhões de euros, excluindo os 480 milhões de eu

Nuno Miguel Silva nmsilva@mediafin.pt 13 de Dezembro de 2005 às 17:26
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A participação nacional no projecto ferroviário de Alta Velocidade tem potencial para chegar aos 60%, ou ser mesmo superior, em relação ao valor do investimento global previsto na rede, na ordem dos 7,7 mil milhões de euros, excluindo os 480 milhões de euros previstos para material circulante.

Segundo um estudo hoje apresentado por Ferreira Dias, do IN-ALT Global, um gabinete de estudos do ISCTE, as maiores hipóteses de participação de empresas nacionais no projecto recaem no sector da obra civil, onde «essa probabilidade é muito alta», isto é, «acima dos 90% de hipóteses de sucesso».

As grandes oportunidades de ter uma participação nacional elevada, assentam também no sector ferroviário. A indústria portuguesa também tem probabilidades médias de êxito, no âmbito do fornecimento de equipamentos e serviços à rede de Alta Velocidade, nomeadamente no que respeita aos sectores de sinalização e telecomunicações e de construção de instalações.

Segundo Ferreira Dias, as probabilidades de sucesso descem vertiginosamente no material circulante, onde as hipóteses são médias, baixas ou mesmo nulas, como deverá ocorrer nos casos da propulsão, sistemas de comando, auxiliares e freios, assim como no que respeita à caixa e «bogies» das composições ferroviárias previstas.

Estes especialista do ISCTE elencou ainda diversos estrangulamentos do sector empresarial português que tem de seleccionar para aumentar as hipóteses de participação na Alta Velocidade.

As áreas da formação, investigação & desenvolvimento (I&D), estrutura da rede, organização, materiais de construção e logística, são aqueles em que as empresas portuguesas têm de recuperar mais terreno.

Para Ferreira Dias, esta «é uma oportunidade para acelerar a reestruturação do sector e reforçar a competitividade» das empresas portuguesas de construção civil.

Este responsável explicou que o conceito de «participação nacional» é diferente do de incorporação nacional, porque se reporta a empresas portuguesas, independentemente de o seu accionista maioritário ser ou não português.

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