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Participadas da EDP no Brasil agravam prejuízos no primeiro semestre

A Escelsa e a Enersul, duas eléctricas brasileiras participadas pela EDP, agravaram os prejuízos no primeiro semestre deste ano, prejudicadas pela desvalorização da moeda brasileira.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 19 de Agosto de 2002 às 10:36
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A Escelsa e a Enersul, duas eléctricas brasileiras participadas pela Electricidade de Portugal, agravaram os prejuízos no primeiro semestre deste ano, prejudicadas pela desvalorização da moeda brasileira.

A Escelsa teve prejuízos líquidos de 174,36 milhões de reais (56 milhões de euros) nos primeiros seis meses de 2002, mais 89,1% que no período homólogo de 2001. As receitas operacionais da empresa cresceram 2,3% para 566,82 milhões de reais (185 milhões de euros).

A margem operacional da empresa caiu de 5,73% para 4,99%, com o EBITDA a subir 4%.

No primeiro trimestre deste ano a Escelsa tinha registado resultados líquidos positivos.

No final do mês de Junho de 2002, o número de clientes ascendia a 939.961, representando um aumento de 7% em relação a Junho de 2001.

«O aumento do resultado negativo deste semestre, foi ocasionado principalmente pela desvalorização e 22,6% do real em relação ao dólar, o que provocou uma expressiva elevação das despesas financeiras de dívidas em moeda estrangeira», refere um comunicado da Escelsa.

A Enersul, controlada pela Escelsa, teve prejuízos de 15,12 milhões de reais (5 milhões de euros), mais 518,5% que no primeiro semestre de 2001. As receitas caíram 4,1%.

Segundo um estudo do Banif hoje divulgado, apesar da EDP [EDP] deter a maioria do capital da empresa, a eléctrica nacional não detém o controlo, ou seja, «a EDP tem vindo a ser prejudicada pelos maus resultados da empresa sem nada poder fazer para alterar a situação».

No entanto, no âmbito da restruturação das suas participadas brasileiras, mais especificamente no seguimento da sua política de obter o controlo de todas as suas participadas, esta situação deverá ser alterada, diz o estudo do Banif, datado de 16 de Agosto.

A EDP seguia a subir 1,19% para os 1,7 euros.

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