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Partidos da oposição criticam alterações na gestão da CGD

O PSD acusou hoje o Governo de estar a colocar os seus «amigos» numa posição que permita controlar a Caixa Geral de Depósitos, na sequência das mudanças na administração do banco público anunciadas segunda-feira.

Negócios negocios@negocios.pt 02 de Agosto de 2005 às 14:09

O PSD acusou hoje o Governo de estar a colocar os seus «amigos» numa posição que permita controlar a Caixa Geral de Depósitos, na sequência das mudanças na administração do banco público anunciadas segunda-feira.

Segundo a Lusa, o secretário-geral do PSD, Miguel Macedo, considerou hoje «totalmente injustificada» a nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos, afirmando que se trata de «uma atitude grave e ‘amiguismo’ político por parte do governo».

«Trata-se de um acto puramente político e de arrogância do primeiro-ministro, José Sócrates, e do governo socialista, uma vez que não tem em conta os altos interesses que aquela instituição tem para o país» declarou hoje à imprensa o dirigente do PSD

O ministério das Finanças anunciou segunda-feira a substituição do presidente do conselho de administração da CGD, Vítor Martins, por Carlos dos Santos Ferreira. Armando Vara, antigo secretário de Estado do Governo de Guterres passou a administrador. Vítor Martins tinha assumido o cargo há dez meses e tinha mandato até 2008.

Já o PCP acusou hoje o Governo de estar a prosseguir com «a habitual linha» de nomeações políticas. «É um caso que prossegue a habitual linha de nomeações e desnomeações, que tem apenas a confiança política como critério», disse Jorge Cordeiro, da comissão política do PCP, segundo a Lusa.

Sobre a nomeação de Carlos dos Santos Ferreira para presidente do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Jorge Cordeiro considerou «significativo» que este «seja conhecido pelas suas ligações e pela confiança que detém junto dos grupos económicos».

O Bloco de Esquerda (BE) considera que as alterações na administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciadas segunda-feira pelo Governo constituem «um pagamento de favores partidários», tendo entregue um pedido oficial de explicações ao ministro das Finanças.

«O Bloco de Esquerda manifesta a sua indignação pela utilização desta empresa de capitais públicos para o pagamento de favores partidários», refere um comunicado divulgado hoje pelo BE.

CDS-PP lamentou hoje o «clima de controvérsia pública» em que se encontra envolvida a Caixa Geral de Depósitos (CGD). «Lamentamos este clima de controvérsia pública em que se encontra envolvida a CGD, uma instituição que opera num sector tão sensível», afirmou à Lusa Pedro Melo, membro da comissão executiva do CDS-PP.

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