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Passos terá dado indicações ao GES para afastar Ricardo Salgado em 2013

As reuniões entre o governador do Banco de Portugal e o primeiro-ministro sobre os problemas do GES e do BES começaram logo em Outubro de 2013, segundo avança hoje o jornal "Público"

Negócios negocios@negocios.pt 10 de Setembro de 2014 às 08:55
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As conversas entre o governador do Banco de Portugal e o primeiro-ministro sobre os problemas financeiros no GES e os riscos de contaminação ao BES arrancaram em Outubro. Nessa altura, Carlos Costa sugeriu a Passos Coelho que Ricardo Salgado deveria deixar a liderança do banco, mensagem que foi enviada pelo primeiro-ministro ao Conselho Superior do GES, segundo avança esta quarta-feira o jornal Público.

 

As idas a São Bento do Governador do Banco de Portugal intensificaram-se entre Outubro e o início de Dezembro, quando o Banco de Portugal tomou conhecimento do passivo na ordem dos 7 mil milhões de euros do GES.

 

Num desses encontros, explica o jornal, Carlos Costa explicou que a solução passaria pelo afastamento de Ricardo Salgado, que na altura já tinha sido chamado ao Ministério Público para rectificar o IRS, devido a 8,5 milhões de euros em falta. Mas sugeriu que a iniciativa partisse do banqueiro.

 

Passos Coelho terá feito chegar a mensagem do governador ao Conselho Superior do GES. Nessa altura, a substituição foi discutida, mas a família optou por manter Ricardo Salgado. 

 

Carlos Costa negociou então o afastamento de Salgado após o aumento de capital, em Junho, mas Salgado ficou até Julho. Carlos Costa acusou depois Ricardo Salgado de ter entretanto autorizado operações à revelia do Banco de Portugal.

 

O Presidente da República levantou dúvidas sobre se terá recebido "atempadamente" do Governo toda a informação relevante sobre o BES.

 

"O Presidente da República não tem ministérios, não tem serviços de execução de políticas, não tem serviços de fiscalização ou de investigação e, portanto recebe toda a informação das entidades oficiais", afirmou em Arganil, o chefe de Estado, citado pela agência Lusa.

 

A Presidência "espera que logo que o Governo tenha conhecimento de factos relevantes não deixe de [lhe] comunicar", e espera que "tenha acontecido assim - porque é o que resulta da Constituição" - no caso BES, acrescentou Cavaco Silva. 

 

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