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Patrões do Norte pedem a Costa mais apoios e uma banca amiga

Mais de 50 empresários do Norte pediram a António Costa que adopte medidas de “majoração dos apoios à exportação” e crie um “clima de confiança” para pôr a banca a apoiar o investimento. Num cara a cara com o primeiro-ministro, instaram-no ainda a operacionalizar a conta-corrente entre o Estado e as empresas.

Ana Brígida
Rui Neves ruineves@negocios.pt 08 de Junho de 2016 às 13:41
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Os presidentes dos grupos Mota-Engil (na foto), Corticeira Amorim e Bial foram três dos mais de 50 empresários da região Norte que estiveram presentes, na passada segunda-feira, no Porto, num almoço-debate com o primeiro-ministro, num evento fechado à comunicação social e onde os principais grupos económicos da região pediram a António Costa a adopção de uma série de medidas de apoio às empresas.

Assumindo-se como porta-voz dos empresários presentes, o Presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) instou o chefe do Governo a adoptar medida de "majoração dos apoios à exportação" previstos no Portugal 2020 (novo ciclo de fundos comunitários), como forma de "estimular o investimento" e de "assegurar o contributo" dos agentes económicos para o crescimento económico, o qual, segundo Paulo Nunes de Almeida, "não pode assentar apenas no mercado interno".

Para este dirigente associativo, na desejável majoração dos incentivos públicos às exportações deverão ser também considerados os apoios à "diversificação" e à "penetração em novos mercados" por parte das empresas produtoras de bens e serviços transaccionáveis.

Neste almoço-debate, realizado na sede da Fundação AEP e onde também estiveram presentes o ministro da Economia e o secretário de Estado da Indústria, Paulo Nunes de Almeida apontou a António Costa "três grandes prioridades" a considerar por quem tem "responsabilidade na condução dos destinos do país e na definição de uma política económica favorável ao investimento".

No fundo, enfatizou o presidente da AEP, trata-se da criação de um "clima de confiança" que vá ao encontro das "expectativas e necessidades das empresas", do funcionamento do sistema financeiro, nomeadamente da banca que apoia o investimento, e da relação entre o Estado e as empresas.

Neste âmbito, Nunes de Almeida considerou ser "da maior importância" operacionalizar a ideia, contemplada no recente Simplex +, de criar uma conta-corrente entre o Estado e as empresas – mas nesta matéria, ressalvou, importa que sejam tidos em conta "não apenas impostos e contribuições" obrigatórias, "mas tudo", incluindo os "apoios ainda por pagar do QREN" (anterior quadro comunitário de apoio).

O líder da AEP sublinhou ainda a "necessidade de não esquecermos a importância das infra-estruturas ao serviço da economia e das empresas das regiões Norte e Centro", mostrando-se desagradado com a "indefinição" em que se encontra o projecto de ampliação do terminal de contentores Sul do porto de Leixões - um caso "difícil de compreender", reagiu, pois que o projecto está aprovado há muito, há financiamento assegurado e a obra continua sem ser lançada.

"Não se percebe!", exclamou o presidente da AEP. "É fundamental para o futuro do maior porto de carga contentorizada da fachada atlântica e para a competitividade da economia da região Norte, mas continua sem avançar, pese embora a expectativa positiva criada com a intervenção directa da ministra do Mar no processo", rematou.

 

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