Banca & Finanças Paulo Macedo diz que a Caixa tem de continuar a recuperar dos prejuízos

Paulo Macedo diz que a Caixa tem de continuar a recuperar dos prejuízos

O presidente da comissão executiva da CGD, Paulo Macedo, disse esta segunda-feira que o banco tem de continuar a recuperar da trajectória de prejuízos, para poder servir no futuro as famílias e as empresas.
Paulo Macedo diz que a Caixa tem de continuar a recuperar dos prejuízos
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 26 de fevereiro de 2018 às 21:31

Paulo Macedo, que falava no encerramento do 12.º "Encontro Fora da Caixa", em Aveiro, salientou que "não há bancos que não sejam rentáveis que subsistam", da mesma maneira que empresas de outros sectores.

 

"A Caixa tem de recuperar de uma trajectória de prejuízos de seis anos. Já conseguiu virar a página em 2017 e queremos que isso continue para podermos continuar a servir as famílias e as empresas portuguesas daqui a cinco, a dez e mais anos", declarou.

 

O presidente da Caixa Geral de Depósitos enumerou alguns trunfos que a CGD tem no mercado, nomeadamente a reputação, a notoriedade e "uma proximidade muito significativa com os portugueses". "A Caixa está aqui para fazer negócio, tem mais capital, tem mais liquidez, é o maior banco português, tem uma posição internacional que faz a diferença e quer crescer no mercado das pequenas e médias empresas e no mercado do crédito", explicou.

 

Aludindo à redução do número de agências, Paulo Macedo garantiu que a sua perspectiva é de manter um número significativo, mas apostar também nas novas formas de relacionamento com os clientes. "Da mesma maneira que achamos que temos que manter um espaço de agências muito significativo para servir as pessoas que querem ter essa relação com o banco, também sabemos que temos que oferecer uma forte digitalização e uma forte possibilidade de contactar o banco por canais alternativos", disse.

 

O presidente da Caixa referiu a perspectiva de que três mil milhões de pessoas vão aceder às suas contas e serviços através de smartphones, tablets, computadores e smartwatch, e lembrou que hoje já há cerca de 2,6 milhões de portugueses que são utilizadores da internet. "Temos 100 mil empresas que são clientes digitais da Caixa, temos dois milhões de acessos mensais digitais na Caixa e temos 50% das operações de comércio externo que são feitas de forma digital", enumerou.

 

Paulo Macedo defendeu a ideia de inclusão nessa evolução, referindo-se nomeadamente aos clientes que ainda usam caderneta e à sua digitalização. "A nossa forma preferencial de relacionamento não é através da caderneta, mas também não podemos ignorar que temos umas centenas de milhares de clientes que estão habituados a utilizar a caderneta. O que queremos é que a evolução tecnológica também vise a inclusão destas pessoas", disse.




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mais votado Depois de recolar ao pelotão, ir para a frente pux 26.02.2018

Quando um barco se está a afundar e a meter água por todos os lados,
é obviamente prioritário acudir célere onde o perigo é maior.
Similarmente, quando no ciclismo uma equipa descola atrasando-se do pelotão da frente ,
a primeira prioridade será recolar.
Mas depois, se a equipe tem toda uma reputação histórica a defender,
e é uma Referência no meio,
se tem uma ligação especial com os seus adeptos,
se tem responsabilidades únicas com o País,
então espera-se que vá para a frente do pelotão marcar o ritmo,
puxar pelos competidores,
satisfazer os seus adeptos.
Mutatis mutandis, é também o que se espera da Caixa:
que vá para a frente, que revele dinamismo, motivação, criatividade.
Que crie energicamente novos produtos e melhore os existentes,
para estimular os seus clientes a pouparem.
no seu interesse próprio e do País.
A Caixa recolou ao pelotão dos bancos lucrativos.
Chegou a hora de ir novamente para a frente do pelotão
e puxar por ele com vigor.

comentários mais recentes
Anónimo 26.02.2018

Tu queres é garantir o teu tacho senão não tinhas aceite o cargo ou então não regulas bem da cuca. Tinhas uma boa reputação e vais, para sempre, ficar ligado às trafulhices dessa bosta de banco, paraíso da boyada do estado.
Lamento, pois tinha muita consideração por ti!

Depois de recolar ao pelotão, ir para a frente pux 26.02.2018

Quando um barco se está a afundar e a meter água por todos os lados,
é obviamente prioritário acudir célere onde o perigo é maior.
Similarmente, quando no ciclismo uma equipa descola atrasando-se do pelotão da frente ,
a primeira prioridade será recolar.
Mas depois, se a equipe tem toda uma reputação histórica a defender,
e é uma Referência no meio,
se tem uma ligação especial com os seus adeptos,
se tem responsabilidades únicas com o País,
então espera-se que vá para a frente do pelotão marcar o ritmo,
puxar pelos competidores,
satisfazer os seus adeptos.
Mutatis mutandis, é também o que se espera da Caixa:
que vá para a frente, que revele dinamismo, motivação, criatividade.
Que crie energicamente novos produtos e melhore os existentes,
para estimular os seus clientes a pouparem.
no seu interesse próprio e do País.
A Caixa recolou ao pelotão dos bancos lucrativos.
Chegou a hora de ir novamente para a frente do pelotão
e puxar por ele com vigor.

Anónimo 26.02.2018

Cortem nos ordenados dos muitos (demasiados) administradores e dessa forma já não necessitam de andar a tomar medidas extremas dos pobres que têm lá o dinheiro.

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