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Paulo Portas: "As empresas chinesas investiram em Portugal num momento difícil"

O investimento chinês em Portugal é para continuar, garante o vice-primeiro-ministro. Paulo Portas agradece a confiança e pede agora uma aposta no turismo por parte do maior mercado emissor do mundo.

Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 21 de Abril de 2015 às 13:14
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O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, defendeu esta terça-feira, 21 de Abril, que Portugal tem de apostar no turismo chinês, uma vez que este é o maior país emissor de turistas no mundo. "Para além do sol, da praia e do oceano, temos muitas outras coisas que os chineses gostam", afirmou, durante a apresentação da versão chinesa do Portugal Economy Probe, plataforma que reúne informação sobre a economia nacional.

 

Assente numa relação de séculos – onde a transição de Macau acabou por representar um "motivo de elevada confiança entre dois Estados" -, Paulo Portas recordou que a relação entre Portugal e China "é mais importante do que nunca".

 

"Não é um processo que termine aqui, é um processo contínuo", recordou. Para Paulo Portas, "as empresas chinesas fizeram um investimento em Portugal num momento difícil", mas alerta que Portugal também traz benefícios ao negócio, ao apresentar-se como uma porta para a Europa e até mesmo para a América Latina.

 

A proposta de diferenciação de Portugal é clara: "Uma empresa não europeia pode vencer uma privatização se apresentar a melhor proposta". Foi o caso da EDP, da REN ou da Fidelidade, cujos líderes marcaram presença na conferência para contarem os seus casos.

 

Nesta ocasião, o presidente da EDP, Eduardo Catroga, afirmou que Portugal "não podia perder o comboio" do investimento chinês no país. "Às vezes vejo opiniões isoladas, algumas vozes críticas, mas Portugal não podia perder este comboio. Faz parte de um movimento global", afirmou o gestor.

 

Catroga sublinhou que "em Portugal fomos pioneiros neste movimento estratégico irreversível" do investimento chinês, que arrancou em 2011 com a compra de uma participação na EDP pelo China Three Gorges. "Por mérito próprio", garantiu.

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