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Paulo Azevedo diz que não há lugar para "mandriões" nem entra "em bolhas de mercado nas remunerações" (act)

Paulo Azevedo avisou os perto de 60 candidatos a um estágio na empresa que não há lugar para "mandriões" na Sonae. O CEO do grupo falava no "Dia Contacto", que decorreu hoje na sede do grupo, na Maia.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 17 de Maio de 2012 às 16:25
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O nível de crescimento e a liderança de mercado foram dois dos argumentos que os jovens reconheceram na Sonae e Azevedo lembrou a "liderança clara" nos seus segmentos que têm o Continente, a Sonae Sierra, a Worten ou a SportZone. E na Optimus, "onde somos claramente o terceiro operador", citou inovações trazidas pela marca ao mercado das telecomunicações. "O que não somos lá muito?", quis saber a empresa. Uma das respostas mais críticas por parte dos jovens foi no que toca ao equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Paulo Azevedo reconheceu que "na maior partes dos casos", no grupo trabalha-se mais de 8 horas por dia. Mas é pela "vontade de ir à frente", desculpou o gestor, para quem o ideal será que completem o seu trabalho dentro deste período laboral. Quanto ao perfil dos quadros do grupo, frisou que "é preciso não ser preguiçoso nem mandrião para trabalhar na Sonae". E se for deixa de o ser, brincou.

O CEO comentou ainda outra percepção sobre a empresa: a de pagar pior do que outras. "Não entramos em bolhas de mercado na remuneração. Não temos a ilusão de que o dinheiro é o mais importante", sublinhou.

"Em alturas de 'boom' saímos mal, se calhar agora saímos bem", acrescentou, garantindo que "este ano, pela primeira vez, a maioria das pessoas aqui não teve aumentos".

Antes de elogiar "a mania da humildade" das chefias da Sonae, Paulo Azevedo explicou também que a empresa que lidera "não acredita nos salários milionários dos administradores". Recordou que os da Sonae "chegaram a ganhar dez vezes menos do que os do BCP, mas estamos cá hoje e o BCP está assim um bocadinho...", disse ainda, com os risos a não deixarem completar a frase.

"Queremos pagar mais do que o mercado mas com metas superiores às do mercado. Em alturas de mercado aquecido" ficamos a perder, concluiu, antes de desfazer outra percepção sobre a empresa.

(Notícia actualizada com mais informação)



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