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Pedro Nuno Santos: "Queremos tirar todos os projetos da gaveta e lançar em 2020"

O ministro das Infraestruturas garantiu que a IP vai lançar 427 milhões de euros de investimento público este ano, mas para relançar a economia no "pós-covid-19" e enfrentar a crise que "terá efeitos duradouros", quer tirar outros projetos da gaveta e antecipar o PNI 2030.

José Sena Goulão/Lusa
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 29 de Abril de 2020 às 11:00
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O ministro das Infraestruturas e da Habitação adiantou esta quarta-feira no Parlamento que a Infraestruturas de Portugal (IP) tem programado lançar este ano 427 milhões de euros de investimento, mas além dos projetos programados Pedro Nuno Santos quer tirar do papel outras obras previstas.

 

Garantindo que no caso do Ferrovia 2020 foi ultrapassada a fase projeto e estudo prévio, o responsável garantiu que o programa está "praticamente todo em empreitada", o que significa que "estamos com capacidade de execução mais próxima das projeções".

 

Pedro Nuno Santos frisou que "perante a travagem bruta da atividade económica", devido à covid-19, o "investimento público tem um papel na promoção da recuperação", salientando que "setor da construção civil nunca parou a atividade" e que não houve "nenhuma obra pública cancelada".

 

O ministro adiantou assim ter sido feito um programa que identificou "todo o investimento que somos capazes de lançar em obra até ao final 2020", além de "tentar aproveitar todos os projetos para tirar da gaveta e lançar até ao final 2020" e "ao mesmo tempo antecipar o PNI 2030". Aí, disse, devido à dificuldade da ausência de projetos, "propusemos ter autorização para lançar já a fase de projeto de alguns investimentos que estão consensualizados", dando os exemplos dos investimentos nas áreas empresariais, IP3, linha de Sintra.

 

"Vamos lançar já projetos para quando tivermos financiamento podermos avançar com obras", disse ainda Pedro Nuno Santos, apontando ainda a intenção de antecipação de obras de conservação, manutenção e segurança que podem dar resposta à degradação da rede rodoviária. "É o tipo de obra que chega ao terreno mais rapidamente", disse.

 

O ministro, que não adiantou valores para todos estes projetos, disse ainda que no âmbito do lançamento de mais investimento público que propôs já um programa de recuperação integral do parque público, ou seja, os bairros propriedade do Estado.

 

"Estamos a trabalhar nestas frentes. Estamos na presença de uma crise económica profunda e na minha opinião com efeitos duradouros", afirmou ainda Pedro Nuno Santos, considerando que "temos de ser rápidos na intervenção".

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