Comércio Pedro Soares dos Santos: "Acredito muito no dr. António Costa"

Pedro Soares dos Santos: "Acredito muito no dr. António Costa"

Os elogios ao primeiro-ministro foram feitos pelo presidente do grupo Jerónimo Martins na conferência de imprensa dos resultados de 2017. A mesma confiança não foi estendida à coligação nem a Rui Rio.
A carregar o vídeo ...
Alexandra Machado 01 de março de 2018 às 14:01

Pedro Soares dos Santos, presidente do grupo Jerónimo Martins, deu o seu voto de confiança ao primeiro-ministro. Quando instado a comentar o actual Governo, o presidente do grupo de distribuição não poupou nas palavras: "Acredito muito no dr. António Costa".

Um acreditar que não é extensível à coligação parlamentar com Bloco de Esquerda, PCP e Verdes. "Mas não acredito muito na coligação", para voltar a afirmar: "Acredito muito no dr. António Costa".

E confrontado com um cenário de coligação do PS com o PSD, acrescentou: "Acredito no dr. António Costa, mais do que no dr. Rui Rio, ainda é um desconhecido".

António Costa esteve presente, em Setembro passado, na inauguração do centro de distribuição da Jerónimo Martins em Valongo, tendo na altura elogiado o grupo de distribuição por "não confundir" a ambição da internacionalização com o esquecimento do mercado português. 

Os elogios a António Costa foram feitos esta quinta-feira, 1 de Março, por Pedro Soares dos Santos, na conferência de imprensa em que apresentou os resultados referentes a 2017. E na qual aproveitou para reafirmar - como tem feito nas conferências de resultados - que o grupo é um grande pagador de impostos em Portugal, apesar, lembrou Soares dos Santos, de serem acusados de agressividade na política fiscal. "Somos um grande pagador de impostos". Em 2017, foram pagos 417 milhões de euros em impostos, mais 79 milhões que em 2016.

Para 2018, foi aprovado o aumento da derrama estadual para empresas com lucros acima de 35 milhões. Mas Soares dos Santos não criticou a medida por ser igual para todos. "Tem impacto, mas temos de reajustar-nos".

Também poupou críticas ao aumento do salário mínimo nacional. "Tem impacto, mas desde que seja acompanhado por criação de valor e que seja visto como bom para o aumento de produtividade não vejo como drama nenhum", mas esclareceu que a empresa tem o nível salarial de entrada acima do salário mínimo. Referiu ainda não sentir no grupo necessidade de haver mudanças na lei laboral. 

Em 2017, o grupo Jerónimo Martins lucrou 385 milhões de euros, menos 35% em relação aos 593 milhões de euros registados em 2016, mas por via do impacto que em 2016 teve a venda da Monterroio. Sem esse efeito de 2016, os resultados líquidos teriam aumentado 6,7%.




pub