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Perdas com posição no BCP ascendem a 113 milhões

O BPI revelou, na apresentação das contas do primeiro trimestre, que as menos-valias potenciais com a posição de mais de 5,2% que detém no capital do Banco Comercial Português (BCP), directamente e através do BPI Vida, ascendem aos 113 milhões de euros.

Paulo Moutinho 22 de Abril de 2008 às 17:22

O BPI revelou, na apresentação das contas do primeiro trimestre, que as menos-valias potenciais com a posição de mais de 5,2% que detém no capital do Banco Comercial Português (BCP), directamente e através do BPI Vida, ascendem aos 113 milhões de euros.

A instituição liderada por Fernando Ulrich é, ainda, a maior accionista do rival BCP, controlando 7,84% do capital do banco liderado por Carlos Santos Ferreira, considerando também a posição do fundo de pensões.

Excluindo esta participação, o Banco BPI, em resultado do desempenho negativo das acções (este ano caem 28,8%), regista perdas potenciais do banco com o BCP são de 113 milhões. No total, as menos-valias latentes do BPI (incluindo obrigações da dívida pública e de empresas), somam 260,3 milhões de euros.

O banco não vai participar no aumento de capital do BCP, conseguindo, desta forma, reduzir a sua exposição ao maior banco privado nacional. Ao não acompanhar a operação, o BPI verá a sua participação (total) ser diluída para 5,53% do capital, deixando de ser o maior accionista, assumindo que os restantes investidores de referência o fazem.

O mercado ficou a saber que o BPI, que se prepara para arrancar com uma operação idêntica, não vai ao aumento de capital no final da semana passada. Na sexta-feira, em comunicado enviado à CMVM, o banco revelou que alienou a totalidade dos direitos que lhe foram atribuídos (directa e indirectamente), conseguindo um encaixe de mais de 55,1 milhões.

As acções do BPI [bpin] terminaram a sessão inalteradas nos 3,585 euros. Após o fecho do mercado o banco revelou que os seus resultados líquidos recuaram 22% no primeiro trimestre, para 75,3 milhões de euros.

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