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Perspectivas de crescimento para o BPG em 2008

Contexto dos mercados financeiros obriga a maior prudência e exigência na concessão de crédito.

Negócios negocios@negocios.pt 09 de Setembro de 2008 às 10:02
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EmitenteBanco Português de Gestão, S.A. (BPG)
Operações1) Capacidade de cumprimento dos compromissos financeiros de curto prazo do BPG.
2) Capacidade de cumprimento dos compromissos financeiros de médio e longo prazo do BPG.
Notações1) A-2, com tendência estável.
2) BBB+, com tendência indefinida.
Data da Notação25 de Junho de 2008

A Companhia Portuguesa de Rating, S.A. (CPR) é de opinião que a capacidade do BPG em cumprir os compromissos financeiros de curto prazo mantém-se forte (A-2), com tendência estável e a capacidade do BPG cumprir os seus compromissos de médio e longo prazo mantém-se adequada (BBB+), com tendência indefinida. No entanto, a CPR manter-se-á especialmente atenta ás seguintes situações e ao impacto das mesmas na capacidade do BPG honrar atempadamente os compromissos financeiros sujeitos a rating: a evolução dos mercados financeiros, da conjuntura económica, da concessão de crédito e do investimento em títulos do BPG em 2008 necessárias à concretização das suas previsões de crescimento.

O BPG apresentou em 2007 crescimento expressivo da sua carteira de crédito, que no final de 2007 ascendia, em termos brutos, a 63,9 milhões de euros e que aumentou 20,2 milhões de euros e 46,3% face ao verificado no final de 2006, continuando a privilegiar a obtenção de garantias, nomeadamente garantias reais, aquando da concessão de crédito, pelo que o saldo do crédito bruto sobre clientes do BPG no final de 2007 60,0% encontrava-se coberto por garantias reais (55,3% verificados no final de 2006). Entre os períodos indicados, o Banco reduziu os saldos das aplicações em Instituições de Créditos (IC), em 13,5 milhões de euros, e das aplicações em títulos em 34,8 milhões de euros. Também em 2007 o BPG amortizou antecipadamente, em Setembro, 30,5 milhões de euros das obrigações de caixa, emitidas pelo BPG no final de 2004 e que se venciam em Dezembro de 2007.

Apesar de em 2007 a redução do saldo das aplicações em títulos ter sido superior ao crescimento verificado pelo saldo do crédito concedido pele Banco, o rácio de solvabilidade do BPG baixou 17,2 pontos percentuais (pp) entre o final de 2006 e o final de 2007, ascendendo a 30,6%. No entanto, o rácio de solvabilidade do BPG é significativamente superior face ao mínimo exigido pelo Banco de Portugal (BdP) e ao apresentado pelo sistema bancário português (10,9% no final de 2006). É de referir, ainda, que os fundos próprios do BPG reportados ao final de 2007 continuavam a ser constituídos, na sua quase totalidade, por fundos próprios de base.

Em 2007, face ao ano anterior, os proveitos por serviços prestados na área de Corporate Finance do BPG aumentaram 41,9% e o valor das comissões recebidas pelo Banco relativas a serviços prestados relativos à actividade de gestão de carteiras e a operações de intermediação financeira, líquidas dos respectivos encargos, aumentou 23,1%. Em 2007 o BPG registou também uma mais valia com significado com a alienação de uma participação.

Em 2007 o resultado líquido do BPG ascendeu a 1 040 mil euros, face a 642 mil euros em 2006, tendo o Banco em 2008 distribuído dividendos, que ascenderam a 500 mil euros, equivalentes a 48,1% do resultado líquido do exercício de 2007.

Apesar da acrescida prudência e exigência de rigor e de rendibilidade na aprovação de novas operações de crédito que a evolução dos mercados financeiros exige, o BPG prevê um incremento do crédito a clientes e das aplicações em títulos em 2008.
A FUNDAÇÃO ORIENTE mantêm-se como principal accionista do BPG, detendo directa e indirectamente, respectivamente, 74,43% e 2,55% do capital social do Banco, e pretende continuar a manter, um forte envolvimento comercial com o Banco, quer por si quer através das suas participadas, designadamente no que se refere a operações bancárias de passivo (constituição de depósitos), prestação de serviços e intermediação financeira.

Nota: Os ratings da CPR não constituem recomendações para comprar ou vender. Esta nota não dispensa a leitura do relatório.

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