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"Peso da PT nas nossas recitas é inferior a 5%"

O peso da Portugal Telecom (PT) na receitas do BES Investimento é inferior a 5%, revela José Maria Ricciardi, presidente do BES Investimento. Ricciardi considera reduzida a possibilidade da desblindagem passar na Assembleia Geral da PT e afirma que consid

Negócios negocios@negocios.pt 23 de Fevereiro de 2007 às 12:04
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O peso da Portugal Telecom (PT) na receitas do BES Investimento é inferior a 5%, revela José Maria Ricciardi, presidente do BES Investimento. Ricciardi considera reduzida a possibilidade da desblindagem passar na Assembleia Geral da PT e afirma que considera baixo o valor oferecido pelo Grupo Sonae.

Em entrevista à edição desta semana do "Semanário Económico", o presidente do BESI, afirma não ter nenhuma incompatibilidade com o grupo Sonae. No entanto, salienta "que a PT é um dos muitos clientes importantes do BESI mas o seu peso nas nossas receitas é inferior a 5%".

Nesta entrevista, o presidente do BESI, considera reduzida a possibilidade da desblindagem passar na Assembleia Geral da PT. "No CA estão representados uma parte importante de accionistas que rejeitou a oferta da Sonaecom pelo que é expectável que se venham a opor à desblindagem para esta OPA", diz o presidente do BESI.

Para José Maria Ricciardi, a oferta da Sonaecom "não reflecte o real valor dos negócios e activos da empresa nem incorpora um prémio de controlo par aquisição desses activos".

O presidente do BESI acrescenta ainda que a empresa de Paulo Azevedo vai obter um elevado valor de sinergias com esta fusão que não estão a ser partilhadas com os accionistas da PT. "Para nós não se trata apenas de uma questão de preço, pois acreditamos que a PT tem um projecto industrial que importa preservar", adianta Ricciardi.

Quanto à possibilidade do BES aumentar a actual participação que detém na operadora portuguesa, Ricciardi refere apenas que os actuais 8,08% são "adequados" aos objectivos do BES e "consistentes com a presença [do banco] na empresa".

Questionado se faz sentido manter no conselho da PT administradores da Telefónica, depois da operadora espanhola ter dito que vai votar a favor da desblindagem dos estatutos, Ricciradi diz que esta é uma questão para analisar mais tarde. No entanto, adianta que "ficou claro haver uma divergência entre os interesses da PT e os interesses da Telefónica no Brasil".

No caso da Telefónica sair do capital da PT, o presidente do BESI considera existirem diversas alternativas para parceiros da operadora portuguesa na internacionalização.

José Maria Ricciardi afirma ainda que depois de "estabilizado p processo de separação das empresas e de clarificados os projectos para o desenvolvimento das mesmas enquanto operadores concorrentes de telecomunicações, que o BES venha a concentrar a sua participação apenas em uma das empresas [PT e PTM].

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