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Pfizer desliza 24% após anunciar que analgésico Celebrex aumenta riscos de ataque coração

A farmacêutica Pfizer disse hoje que o seu analgésico «Celebrex» aumenta o risco de ataques cardíacos, segundo um estudo efectuado. As acções da Pfizer caíram até 24,12% depois desta notícia, retirando 41 mil milhões de dólares (31 mil milhões de euros) à

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 17 de Dezembro de 2004 às 16:01
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A farmacêutica Pfizer disse hoje que o seu analgésico «Celebrex» aumenta o risco de ataques cardíacos, segundo um estudo efectuado. As acções da Pfizer caíram até 24,12% depois desta notícia, retirando 41 mil milhões de dólares (31 mil milhões de euros) à capitalização bolsista da empresa.

Os pacientes do Instituto Nacional de Cancro dos Estados Unidos da América que tomaram entre 400 miligramas até 800 miligramas de doses de Celebrex tiveram cerca de 2,5 vezes mais expostos ao risco de um acidente, fatal ou não, cardiovascular, comparando com os que não estão medicados. O instituto suspendeu as doses de «Celebrex» no estudo, disse a Pfizer.

Os reguladores nos Estados Unidos da América e a Europa já estavam a analisar a classe de «Cox-2» de analgésicos depois da Merck ter retirado do mercado o Vioxx e a Administração de Alimentação e de Medicamentos dos EUA planeia reunir no próximo ano para analisar a segurança dos medicamentos.

AstraZeneca desce 9% com ineficiência do medicamento Iressa

Paralelamente, foi hoje revelado que o medicamento «Iressa», da AstraZeneca, não ajuda os pacientes a viverem mais tempo, revelou esta farmacêutica, remetendo para um segundo estudo acerca deste efectuado este ano e que vai fazer com que a empresa não ganhe cerca de mil milhões de dólares (753,9 milhões de euros) com o produto. As acções desvalorizaram máximo de 9,19% para os 1867 pence.

O presidente não executivo, Percy Barnevik vai deixar o Conselho de Administração muitos meses antes, disse a AstraZeneca hoje em comunicado, acrescentando que John Patterson vai ser conduzido a efectuar «mudanças substanciais» no departamento de estudos da empresa e a melhorar a interacção com os reguladores.

A AstraZeneca já enfrenta um atraso no seu medicamento Exanta para ajudar o sangue a fluir melhor, já que os reguladores recusaram a aprová-lo no início deste ano. O presidente executivo da AstraZeneca, Tom McKillop disse à Bloomberg que não sabia se o «Iressa» iria ser retirado do mercado.

Este medicamento perfez 309 milhões de dólares (232 milhões de euros) de vendas, face ao total de 15,6 mil milhões de dólares (11,76 mil milhões de euros) que a empresa obteve nos primeiros nove meses do ano.

As acções da Pfizer seguiam a cair 13,77% para os 24,99 dólares, enquanto as da AstraZeneca desvalorizavam 7,73% para os 1897 pence.

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