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Pharol fecha semestre com lucros de 61,8 milhões

A empresa liderada por Palha da Silva beneficiou com a evolução positiva das acções da Oi, empresa brasileira onde é a maior accionista.

Miguel Baltazar
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 28 de Agosto de 2017 às 20:12
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A Pharol anunciou esta segunda-feira, 28 de Agosto, que chegou a Junho com um resultado líquido de 61,8 milhões de euros, o que compara com um prejuízo de 8,3 milhões de euros no mesmo período do ano passado.

 

Trata-se dos primeiros lucros que a Pharol anuncia desde que a sua actividade se resumiu à gestão da participação na brasileira Oi e deixou de ser a PT SGPS.

 

Esta evolução positiva é explicada pela "valorização do investimento na Oi alavancado pelo incremento da capitalização bolsista". As acções da Oi subiram mais de 50% na primeira metade do ano, o que justifica a valorização da participação accionista de 22,24% que a Pharol tem na companhia brasileira.

 

Além disso, a Pharol registou um ganho de 700 mil euros com a valorização da Opção de Compra das acções da Oi, sendo que a cotada beneficiou também com a descida de 20% nos custos operacionais, que baixaram para 2,6 milhões de euros. A estimativa de recuperação dos instrumentos de dívida emitidos pela Rio Forte mantém-se em 9,56% do seu valor nominal.

 

No comunicado com a apresentação de resultados, o CEO Palha da Silva assinala que "os esforços de contenção de custos mantém-se e o progresso no primeiro semestre de 2017 foi francamente animador".

 

Quanto à recuperação judicial da Oi, Palha da Silva acredita que "poderá estar perto da sua

concretização", sendo que os "encontros entre os diversos stakeholders têm vindo a confirmar que a flexibilidade de todos é, neste momento, obrigatória".

 

A assembleia geral de credores já está marcada para 9 de Outubro, sendo este o último passo para concluir o processo de recuperação judicial, caso o plano seja aprovado pela maioria dos credores.

 

Com dívidas de 65,4 mil milhões de reais (cerca de 18 mil milhões de euros), a Oi avançou com um processo de recuperação judicial, o maior da história do Brasil, a 20 de Junho de 2016.

No primeiro semestre de 2017 a Oi registou um prejuízo de 2,5 mil milhões de reais, que "reflecte quase
integralmente o impacto do câmbio no resultado financeiro, uma vez que a Oi encerrou as suas operações de "hedge" devido à evolução do Processo de Recuperação Judicial".

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