Banca & Finanças Pharol alerta para investidores oportunistas na Oi

Pharol alerta para investidores oportunistas na Oi

A accionista portuguesa da brasileira Oi defende que "todos e cada um dos membros do conselho de administração da Oi" cumprem os deveres e "actuam melhor interesse" da empresa. A Pharol deixa um aviso aos colegas da Oi.
Pharol alerta para investidores oportunistas na Oi
Pedro Elias/Negócios

A Pharol veio a público defender os administradores ligados a Portugal que um fundo quer afastar da administração da Oi. Entre esses administradores estão nomes da cúpula da Pharol, como o próprio Luís Palha da Silva.

 

"A Pharol está convicta que todos e cada um dos membros do conselho de administração da Oi está a cumprir e continuará a observar seus deveres fiduciários e actuar no melhor interesse da companhia, actuando os mecanismos de governança previstos no estatuto social da Oi e os direitos de voto dos accionistas, nos termos da lei, de modo a cumprir a estratégia e o plano traçado, com o objectivo único de viabilizar a sua recuperação financeira", defende num comunicado divulgado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

 

A mensagem foi emitida pela Pharol, principal accionista da Oi, depois do fundo Societé Mondiale Fundo de Investimento em Acções, detido pela gestora Bridge Administradora de Recurso, ter pedido ao conselho de administração da Oi a convocação de uma assembleia-geral extraordinária de accionistas para que os membros da administração sejam substituídos.

 

Rafael Mora, Nuno Vasconcellos, Palha da Silva, Pedro Morais Leitão, João Vicente Ribeiro, João Castro, Pedro Guterres, Maria do Rosário Pinto Correia e André Navarro, uns titulares outros suplentes da administração da Oi, são os administradores visados pela contestação. Palha da Silva é o presidente da administração da Pharol – João Vicente Ribeiro, João Castro, Pedro Morias Leitão são membros do conselho.

 

"A Pharol tem atuado, como accionista, na defesa dos interesses da Oi, e entende que o conselho de administração da Companhia tem vindo a adoptar as medidas necessárias tanto para protecção dos seus activos como para a superação da crise económico-financeira que a Oi enfrenta. O pedido de recuperação judicial recentemente apresentado pela Oi insere-se nessa estratégia, ao procurar um processo organizado de renegociação de seus passivos e de protecção legal de todos os ‘stakeholders’ da companhia", indica o comunicado.

A Oi tem já prevista a realização de uma assembleia-geral, a 22 de Julho, para discutir o pedido de recuperação judicial que entrou na Justiça brasileira, e está a avaliar o requerimento recebido para a assembleia extraordinária – a administração "deverá manifestar-se sobre a matéria no prazo legal".

 

Pharol deixa alerta aos colegas da Oi

 

No comunicado desta sexta-feira, 8 de Julho, a Pharol também deixa um aviso aos colegas da administração da Oi que não são visados pelo pedido feito para a destituição de administradores e sua substituição por pessoas que tornem o conselho "parcialmente renovado, para que esteja preparado para enfrentar os desafios económicos, jurídicos, tecnológicos, mercadológicos e regulatórios que se apresentam à companhia".

 

Saindo todos os administradores a pedido do accionista com 6,6% da Oi, o conselho da brasileira ficaria apenas com José Mauro da Cunha (presidente), Ricardo Malavazi Martins e Thomas Reichenheim como membros do conselho.

 

"[A Pharol] espera que os membros do conselho de administração da Oi continuem atentos ao eventual aparecimento de investidores – seja do lado do equity, seja do lado dos credores – centrados no retorno oportunístico do seu capital e que, muitas vezes, actuam de forma a obter uma posição negocial vantajosa, em detrimento dos interesses das sociedades que atravessam dificuldades financeiras", assinala.

"Em consequência, medidas que gerem instabilidade, em desacordo com o estatuto social e interesses da Oi, poderão causar os maiores prejuízos materiais e à imagem da Oi e, portanto, devem ser evitadas por todos os accionistas". 

Os nomes propostos para a Oi pelo accionista 
HELIO CALIXTO COSTA
Ex-ministro das Telecomunicações e senador da República. Ex-director da Rede Globo em Nova York. Membro da Convenção Nacional do PMDB. 

DEMIAN FIOCCA
De 2004 a 2006, actuou como vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Foi nomeado CEO do BNDES em Março de 2006, onde ficou até 2007. Ex-membro do conselho executivo da Vale. CEO do Banco Nossa Caixa. Possui grau de bacharel e mestrado em Economia pela Escola de Administração, Economia e Negócios da Universidade de São Paulo (USP). 

JOSÉ VICENTE DOS SANTOS
Participou do desenvolvimento e implantação do sistema brasileiro de TV Digital e do Plano Nacional de Banda Larga. Assessor parlamentar do Senado. Ex-assessor do Ministério da Telecomunicações. Advogado. 

JOÃO MANUEL PINHO DE MELLO
Consultor de diversas empresas, incluindo Ambev, Energisa, Vale, BM&FBovespa. PhD em Economia pela Stanford University. Professor do Departamento de Economia da PUC-Rio. Profissional de reputação ilibada que contribuirá para levar transparência às demonstrações de resultado da companhia.

PEDRO GROSSI JUNIOR
Ex-assessor parlamentar do ministro de Planeamento, Sr. Antonio Delfim Neto, e ex-assessor do ministro da Fazenda, Sr. Francisco Dornelles (actual governador do Rio de Janeiro). Bacharel em Direito pela Universidade do Estado da Guanabara. 

LEO JULIAN SIMPSON
Actuou como conselheiro internacional, director comercial e presidente da Intelig Comunicações. Conselheiro internacional do escritório de advocacia McKenna & Co. Responsável pela incorporação da Intelig Telecomunicações pela TIM Brasil. Bacharel em Direito pela Bristol University e pelo College of Law, ambos na Inglaterra. 

JONATHAN DANN
Actuou em empresas como Royal Bank of Canada, Bear Stearns July e HSBC James Capel July. Ex-director executivo e director geral na J.P. Morgan e Barclays Capital. Director-geral da RBC Capital Markets. 

MARCELO ITAGIBA
Superintendente da Polícia Federal e secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Presidente da comissão parlamentar de inquérito sobre Interceptações Telefónicas no Brasil. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade Federal no Estado do Rio de Janeiro.




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