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Pilotos da SATA e Portugália fazem pré-aviso de greve

Os pilotos da PGA - Portugália Airlines entregaram ontem um pré-aviso de greve para os dias 28 de Março, 4 de Abril e 13 de Junho. Um protesto idêntico deverá ser anunciado hoje pela mesma classe profissional da companhia açoriana SATA.

Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 03 de Março de 2009 às 00:01
Os pilotos da PGA - Portugália Airlines entregaram ontem um pré-aviso de greve para os dias 28 de Março, 4 de Abril e 13 de Junho. Um protesto idêntico deverá ser anunciado hoje pela mesma classe profissional da companhia açoriana SATA.

O SPAC (Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil), através de fonte oficial, adiantou ao Negócios que, no caso da SATA apenas hoje será tornada pública uma decisão final sobre uma eventual paralisação.

Segundo o sindicato, a greve na PGA - Portugália Airlines visa protestar contra o impasse registado nas negociações destinadas a adoptar um regulamento de utilização dos pilotos da companhia. Os pilotos exigem, de acordo com o pré-aviso de greve, um regulamento "responsável e seguro", onde estejam contemplados "tempos de repouso, folgas, férias e tempos máximos de trabalho que reduzam os riscos operacionais associados à fadiga acumulada" e que estejam de acordo com "as práticas normais na indústria do transporte aéreo e a respectiva segurança do voo".

A administração da Portugália, contactada pelo Negócios, não quis comentar este pré-aviso dos cerca de 50 pilotos da companhia.

Este surto de ameaças de greve no sector está a causar apreensão. Primeiro foram os tripulantes de cabine da TAP a prometerem paralisar em nos próximos dias 10 e 12 de Abril, reivindicando aumentos de salários. Agora é a vez dos pilotos da SATA e da Portugália.

Quanto a estes últimos "não se consegue entender estas acções senão numa lógica de interesses alheios à empresa", comenta fonte do sector, lembrando que pilotos e administração estavam a negociar um acordo de empresa e que a Portugália foi salva da falência em finais de 2006, depois de ter sido adquirida na totalidade pela TAP ao Grupo Espírito Santo, mas mantendo uma gestão autónoma. Por sua vez, o SPAC sublinha o facto dos dias de greve previstos não coincidirem com a Páscoa, o que foi feito para "minimizar os impactos junto dos passageiros da companhia".

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