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PME portuguesas são as menos confiantes na economia

As PME da Zona Euro são as menos confiantes na economia global e também local. Brasil e Singapura surgem como os países onde os empresários se mostram mais optimistas. Apesar disto, apenas 15% dos inquiridos equaciona reduzir o número de trabalhadores e 6% fechar ou vender as empresas.

Rita Dias Baltazar rbaltazar@negocios.pt 26 de Outubro de 2012 às 16:54
A confiança na economia mundial, por parte das PME (pequenas e médias empresas), caiu de 43,95 pontos, em Março, para 42,59 pontos em Setembro, deste ano. Os dados provêm de um estudo divulgado, esta sexta-feira, pelo Grupo Sage e envolveu uma amostra de perto de 11 mil PME de 15 países.

Os países da Zona Euro são os mais pessimistas e Portugal regista a pontuação mais baixa, 35,36 pontos (abaixo dos 50 representa uma queda de confiança). Já o Brasil é o país mais optimista no que respeita à economia global com 50,65 pontos.

Na Europa, 67% das empresas inquiridas reconhecem que a crise na Zona Euro teve algum impacto no seu negócio. Em Portugal, este número ascende aos 93%, seguido de Espanha onde 90% das empresas admite o problema.

Fora da Europa, Brasil e Singapura são os países em que mais PME referem ter sentido algum impacto ou impacto negativo desta crise, 73% e 71%, respectivamente.

Quanto ao futuro da Zona Euro, apenas 15% da amostra acredita que o sistema continuará inalterado. A Irlanda é o país em que as empresas mais crêem neste cenário (28%). Um “sistema a duas velocidades” parece ser a concepção mais provável para as empresas inquiridas (40%). A hipótese de uma desintegração total da Zona Euro apresenta-se como o cenário mais crível para 7% dos inquiridos.

Apesar da falta de confiança na economia global, 63% dos inquiridos afirmou que as suas receitas aumentaram ou mantiveram-se inalteradas, nos últimos seis meses. Outro dado positivo prende-se com o número de colaboradores: das 11 mil PME 82% mantiveram ou aumentaram o número de colaboradores. Apenas 15% afirmaram que tentariam diminuir o número de postos de trabalho.

As empresas portuguesas lideram as intenções de reduzir o número de trabalhadores (23%), seguidas da Irlanda (20%).

Quando se considera a economia local os países da Zona Euro como Portugal (23,55), Polónia (38,18) e Espanha (31,7) ainda estão muito próximos do limiar de confiança (50 pontos). Países como a Alemanha e a Áustria apresentam melhores resultados, embora registem quedas significativas, de 52,08 para 47,94 pontos e de 53,04 para 45,30 pontos, respectivamente. A contrariar esta tendência esteve o Reino Unido, onde se registou um aumento do indicador de 0,5 pontos para 45,44 pontos.

Nos outros continentes o cenário é misto. As PME do Brasil e de Singapura mantêm-se confiantes nas suas economias tendo registado 56,97 e 53,88 pontos, respectivamente no índice de confiança local.

Observou-se um ligeiro declínio na confiança dos inquiridos quanto às perspectivas das suas empresas, entre Março e Setembro de 2012. Ainda assim os empresários mantêm-se optimistas. A situação não seja homogénea em todas as regiões do globo.

Também neste indicador Portugal é o país menos confiante marcando 41,06 pontos. Já o Reino Unido registou o nível mais alto, desde Fevereiro de 2011, (a primeira edição deste estudo) com 70,31 pontos.

Os temas que mais preocupam as PME são a diminuição da confiança do consumidor (30%), o aumento dos custos de energia, do combustível e das matérias-primas (47%) e a instabilidade dos mercados locais (31%).

Na relação com os governos as empresas queixam-se de falta de apoios para além da burocracia (43%) e dos impostos (36%). Perto de sete em 10 empresas consideram o apoio dos governos insuficientes (69%). Singapura é o único país a discordar, com 57% dos inquiridos do país a considerar este apoio suficiente.

O director executivo do grupo Sage, Guy Berruyer, afirmou que “os níveis de confiança na América do Norte, no Brasil, no Reino Unido, África do Sul e na Ásia parecem estar a aumentar ou manter-se num nível semelhante ao início do ano”.

Dos 11 mil PME inquiridas, apenas 6% afirmaram que iram fechar ou vender.
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