Tecnologias Polónia admite banir equipamentos da Huawei

Polónia admite banir equipamentos da Huawei

A Polónia está a ponderar proibir o uso de equipamentos e tecnologia da Huawei nos serviços públicos, revelou uma fonte oficial do Governo, citado pela Reuters.
Polónia admite banir equipamentos da Huawei
Bloomberg
Negócios 13 de janeiro de 2019 às 16:14

O Governo polaco está a considerar banir a utilização de produtos da Huawei nos serviços públicos, depois de na semana passada terem sido detidos dois funcionários da empresa chinesa.

 

A Polónia pode ainda apertar a legislação para permitir que as autoridades limitem a disponibilidade de produtos fabricados por qualquer empresa, se se considerar que os produtos em causa podem ameaçar a segurança, de acordo com a Reuters, que cita fonte oficial do Governo.

 

Esta posição foi assumida depois de na semana passada as autoridades polacas terem detido dois funcionários da Huawei por suspeitas de espionagem. As autoridades disseram que as detenções estavam relacionadas com comportamentos individuais e não da empresa. Mas a posição assumida este fim de semana por fonte oficial abre a porta a que feche o mercado para esta marca.

 

"Vamos analisar se… a nossa decisão pode incluir o fim do uso… de produtos da Huawei, afirmou à Reuters Karol Okonski, responsável no governo pela cibersegurança.

 

"Não temos formas legais para obrigar empresas privadas ou cidadãos a parar de usar produtos de qualquer empresa de TI", mas admite que a Polónia vai "considerar alterações legislativas que permitam tal decisão."

 

Estas acusações são feitas numa altura em que a empresa chinesa enfrenta um forte escrutínio no Ocidente devido à sua relação com o governo chinês e alegações de que o equipamento que produz é usado por Pequim para espionagem. Acusações que a Huawei tem vindo a negar.

 

Além do Reino Unido, também a Austrália e a Nova Zelândia decidiram afastar a Huawei das infraestruturas de telecomunicações dos respetivos países. A Austrália decidiu barrar a cooperação, alegando "motivos de segurança nacional". Seguiu-se a Nova Zelândia, citando as mesmas razões. Nos EUA, foram as gigantes de telecomunicações AT&T e Verizon Communications a quebrar os acordos que tinham para distribuir smartphones da Huawei no ano passado.

 

Da parte do governo norte-americano foi assinado um despacho que proíbe o uso da tecnologia da Huawei e da ZTE pelo governo. Esta decisão veio acompanhada de uma recomendação do FBI, CIA e NSA aos cidadãos norte-americanos para que também eles rejeitassem a utilização de equipamentos da Huawei. 




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