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Popular quer clientes a subscrever mais de metade do aumento de capital

Banco espanhol anunciou hoje que os lucros dos primeiros nove meses do ano desceram 37,8% para 251 milhões de euros.

Negócios negocios@negocios.pt 26 de Outubro de 2012 às 11:18
O Banco Popular pretende que 60% das novas acções que vai emitir sejam subscritas pelos seus clientes, dado o fraco apetite dos investidores institucionais por activos do sector financeiro em Espanha.

O banco espanhol, que tem em Américo Amorim um dos principais accionistas, pretende encaixar 2,5 mil milhões de euros com este aumento de capital. A medida surge depois de os testes de stress à banca espanhola terem revelado uma escassez de capital de 3,22 mil milhões de euros no Banco Popular. Além do aumento de capital o Popular suspendeu o pagamento do dividendo.

Segundo a Bloomberg, para atrair o interesse dos clientes, o Popular promete regressar aos lucros e ao pagamento de dividendos no próximo ano, estimando lucros operacionais de 1,4 mil milhões de euros em 2014.

De acordo com o CFO do banco, o desconto a aplicar no aumento de capital pode ascender a 40%. Gonzalez-Robatto afirmou hoje que a operação está a decorrer "extremamente bem".

Além dos clientes, o Popular conta com os principais accionistas para concluir com sucesso o aumento de capital. Accionistas que detêm 23% do capital – grupo onde está Américo Amorim – já garantiram que vão participar na operação.

O Popular anunciou hoje que os lucros do terceiro trimestre caíram 37,8% para 251 milhões de euros, com o banco espanhol a ser penalizado pelo aumento das provisões, que totalizaram 3,86 mil milhões de euros no período.
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