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Por que não podia a CGD ou o BPN ser o Banco de Fomento?

O Banco de Fomento estará operacional durante próximo semestre, e será uma instituição grossista sem contacto com o cliente final. Mas há ainda quem questione, no caso o PCP, se a instituição não deveria aproveitar a CGD ou o BPN para exercer a sua missão, sem estar dependente da banca comercial. O Governo diz que essa opção não respeitaria a concorrência interbancária.

Manuel Luís Rodrigues continua à frente da secretaria de Estado das Finanças
Bruno Simão/Negócios
João Carlos Malta joaomalta@negocios.pt 29 de Abril de 2014 às 15:02
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A questão foi levantada durante a Comissão Parlamentar sobre o Banco de Fomento por parte do deputado do PCP, Paulo Sá, que indagou o Governo se não faria sentido, sendo que a instituição vai gerir fundos públicos, ser a CGD ou o agora privatizado BPN a cumprir o papel de colocar esse dinheiro na economia.

 

"Se a CGD tem como missão o apoio às micro e médias empresas por que razão não poderia assumir este papel? Porquê criar um banco novo, quando a Caixa tem uma rede de balcões de dimensão nacional? Quando o BPN foi alienado o PCP defendeu que esta instituição

Estes fundos não podem conviver no lugar de um banco comercial que vive em concorrência.
 
Manuel Rodrigues
Secretário de Estado das Finanças 

bancária devia passar a fazer este tipo de tarefa que agora fará o Banco de Fomento, e a secretária de Estado das Finanças da altura [a actual ministra das Finanças, Maria Luísa Albuquerque] disse que isso não teria sentido nenhum", relembrou o deputado comunista. "Ora o BPN foi vendido por tuta e meia e afinal a instituição fez-se", concluiu.

 

O secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, diz que uma instituição deste género, e seguindo na sua óptica as melhores práticas mundiais, não pode estar copulado a um banco comercial. "Estes fundos

não podem conviver no lugar de um banco comercial que vive em concorrência", afirmou.

Porquê criar um banco novo, quando a Caixa tem uma rede de balcões de dimensão nacional?
 
Paulo Sá
Deputado do PCP

 

Em relação ao BPN, a resposta redundou na mesma justificação de que seria um banco que estava em concorrência de mercado.

 

Ainda em relação ao papel da CGD, o governante apresentou ainda alguns resultados decorrentes da carta de missão que aquele banco tem vigente até 2015. Segundo Manuel Rodrigues, o crédito às PME subiu 28%.

 

Posteriormente, o deputado comunista retomou o tema dizendo que se o Banco de Fomento será uma instituição de “primeiro andar”, como foi dito pelo secretário de Estado das Finanças, e que vai gerir dinheiro públicos sejam eles europeus ou nacionais, porquê colocar a banca privada na equação? E deu a resposta: "Querem transformar os fundos comunitários numa oportunidade de negócio para os bancos privados", rematou Paulo Sá.

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