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Portas: "Portugal provou ser melhor" com contrato de 280 milhões da MSF no Qatar

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, afirmou que a missão ao Qatar começou "bem com o pé direito" e que Portugal provou ser "melhor do que outros" após a construtora MSF ter ganho um contrato de 280 milhões de euros naquele país.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 02 de Dezembro de 2013 às 15:29
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"Hoje foi dado um passo bem com o pé direito. Acho que ganhar um contrato de 280 ME não é todos os dias. E não é todos os dias para uma empresa portuguesa na região do Golfo, onde tradicionalmente estavam empresas francesas, inglesas, espanholas, italianas, chinesas", disse Paulo Portas.

 

O vice-primeiro-ministro está hoje na capital do Qatar, Doha, no âmbito da missão empresarial àquele país e aos Emirados Árabes Unidos, que decorrerá até 06 de Dezembro, e na qual participam 42 empresários portugueses, sobretudo das áreas do turismo, agro-alimentar, farmacêutica, construção e tecnologias de informação.

 

"Provámos que éramos melhores do que os outros. E atrás deste contrato podem vir outros e atrás de uma empresa podem vir outras empresas portuguesas. É toda uma cadeia de oportunidades que se pode estar aqui a gerar", reforçou Paulo Portas, afirmando tratar-se de "um contrato de grande escala".

 

O governante referiu que "o mercado do Qatar estava normalmente mais reservado a outros mercados europeus", pelo que "é muito importante que uma empresa portuguesa" ganhe ali um contrato.

 

"E isso pode significar a abertura, mostrando a nossa competência e eficiência, a novas obras e novas oportunidades neste mercado", alertou.

 

A construtora portuguesa MSF assinou hoje no Qatar um contrato no valor de 280 milhões de euros com a catari Ashgal para a reabilitação de uma zona industrial, sendo o parceiro local da construtora portuguesa a Qatar Trading and Contracting Group (QTCG).

 

O contrato representa um investimento de 280 milhões de euros e destina-se "à reabilitação de uma antiga zona industrial", com cerca de 20 anos, e com uma área de 480 hectares (área equivalente a 480 estádios de futebol). A obra arranca a 05 de Janeiro e deverá estar concluída em 900 dias, ou seja, dois anos e meio.

 

O governante sublinhou que "o mérito é da MSF" e que este "é um grande contrato e um grande arranque nesta visita", classificando-o como sendo "certamente o maior contrato alguma vez ganho por uma empresa portuguesa de obras públicas na região do Golfo", "uma das regiões do mundo onde a economia mais cresce".

 

Paulo Portas destacou que "a política externa económica deve ser de continuidade", até porque "os interesses de Portugal são independentes e não dependem da variação de governos".

 

O vice-primeiro-ministro lembrou também que o Qatar vai organizar o mundial de futebol de 2022, vendo também aí "uma oportunidade para as empresas portuguesas".

 

"Temos experiência relativamente à organização do [Europeu] 2004 e as empresas portuguesas de construção são altamente internacionais. Por outro lado, a engenharia portuguesa está seguramente entre as melhores capacidades técnicas presente em todo o mundo, de modo que é normal que as empresas se tenham interessado por essa missão empresarial", disse.

 

Paulo Portas afirmou que Portugal pode "exportar muito mais para o Qatar" e avançou: "Vamos certamente fazê-lo já no próximo ano".

 

Paulo Portas já esteve hoje de manhã reunido com o primeiro-ministro e ministro do Interior, Sheikh Abdullah bin Nasser bin Khalifa Al Thani, e o seu homólogo, Ahmed bin Abdullah bin Zaid al Mahmoud.

 

O Qatar é o maior exportador mundial de gás natural e considerado pelo Banco Mundial o país mais rico do mundo em termos de PIB Per Capita.

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