Tecnologias Porto ganha 2,3 milhões com a maior competição mundial de programação

Porto ganha 2,3 milhões com a maior competição mundial de programação

Portugal acolheu, pela primeira vez, a final mundial do International Collegiate Programming Contest (ICPC), que trouxe à Alfândega do Porto 135 equipas de programadores e representantes de centenas de universidades de todo o mundo.
Porto ganha 2,3 milhões com a maior competição mundial de programação
A final mundial do ICPC trouxe à Alfândega do Porto 135 equipas de programadores e representantes de centenas de universidades de todo o mundo.
Rui Neves 14 de junho de 2019 às 10:21

As finais da maior, mais antiga e mais prestigiada competição internacional de programação informática, que se realizou pela primeira vez em Portugal, na Alfândega do Porto, e contou com a participação de uma equipa nacional, teve um impacto direto de 2,3 milhões de euros na economia nacional, avançou a organização do evento ao Negócios.

 

De acordo com as estimativas da Universidade do Porto, que contou neste evento com o apoio da Câmara do Porto, os setores da hotelaria e restauração arrecadaram cerca de um milhão de euros do total, tendo os cofres públicos arrecadado, só em IVA e taxa turística, quase 300 mil euros.

 

Realizado em abril, tratou-se do ICPC – International Collegiate Programming Contest, que trouxe à Alfândega do Porto 135 equipas de programadores e representantes de centenas de universidades de todo o mundo, com a equipa portuguesa, que representou a Universidade do Porto na fase final deste concurso, a conquistar a 41.ª posição, ficando à frente de universidades de grande prestígio como a Carnegie Mellon, a Beijing Normal University ou a Leiden University.

 

Mas o impacto não se resume a números. "Tendo em conta a visibilidade e projeção internacional que o evento alcançou, potenciou-se a perceção de Portugal e da região Norte, mais especificamente da cidade do Porto, como um destino que está alinhado com novas tecnologias, processos inovadores e como centro de conhecimento avançado, com a capacidade de difundir conhecimento sinergicamente entre academia e empresas. Em traços gerais, a final do ICPC contribuiu para que o Porto seja cada vez mais um destino de inovação e tecnologia, e não somente turístico", sublinhou Fernando Silva, vice-reitor da Universidade do Porto.

 

As Finais do ICPC estiveram inseridas na Semana Start & Scale que juntou, no Porto, milhares de empreendedores e recebeu um total de vinte mil visitantes, de acordo com os números fornecidos pela organização.

 

Ao todo, foram cerca de 90 as nacionalidades presentes. Para além de Portugal, destacaram-se os Estados Unidos e a China, com quase 200 participantes cada, e a Rússia, com cerca de 150.

 

Com mais de 50 participantes, marcaram presença o Bangladesh, Brasil, Egito e Índia. Esta edição foi ainda marcada pela presença significativa da Síria, com mais de 40 participantes.

 

"O evento foi uma oportunidade de estreitar relações com instituições de ensino de todo o mundo. A participação nesta competição permitiu ainda elevar a excelência dos nossos estudantes, bem como atrair os melhores recrutadores nesta área. Paralelamente, houve numerosos pedidos com vista à prossecução de estudos pós-graduados na Universidade do Porto, o que para nós é extraordinário", enfatizou Fernando Silva.

 

"A cidade do Porto assume a inovação, a tecnologia e o empreendedorismo, como parte importante da sua estratégia. A oportunidade de posicionar a cidade e o nosso ecossistema internacionalmente, junto de um segmento altamente qualificado, representado pelas melhores universidades de todo o mundo, parece-nos ser estrategicamente muito relevante. O aumento de oportunidades de colaboração com a Universidade, o fortalecimento da ligação entre as empresas instaladas na nossa cidade, e os principais centros internacionais de conhecimento, são essenciais para criar as condições de desenvolvimento e sustentabilidade da cidade do Porto", sustentou Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara do Porto.

 

Neste contexto, considerou "ter sido muito importante ter garantido a presença de mais de mil estudantes das melhores universidades de todo o mundo na cidade, criando, e aprofundando, as ligações e relações que tanto procuramos. Queremos que o Porto seja um destino de conhecimento e de desenvolvimento pessoal, uma cidade onde as pessoas queiram trabalhar, viver e visitar", rematou o autarca.




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