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Portucel arranca com estudo para instalação da nova máquina que deverá garantir quota de 20%

A Portucel adjudicou à Jaakko Poyry um estudo de pré-engenharia para a instalação de uma nova máquina de papel em Setúbal, cuja conclusão está prevista para Maio de 2004 e deverá garantir à papeleira uma quota de 20% na Europa em 2010.

Bárbara Leite 09 de Dezembro de 2003 às 14:04
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A Portucel adjudicou à Jaakko Poyry um estudo de pré-engenharia para a instalação de uma nova máquina de papel em Setúbal, cuja conclusão está prevista para Maio de 2004 e deverá garantir à papeleira uma quota de 20% na Europa em 2010.

O arranque da nova máquina poderá ocorrer em meados de 2006, anunciou a Portucel, em comunicado.

A Jaakko Poyry também esteve envolvida no estudo de viabilidade da nova máquina para Setúbal, prevendo que o estudo esteja concluído em Maio de 2004.

A nova máquina, que deverá custar cerca de 400 milhões de euros, é considerada essencial para o desenvolvimento da papeleira no âmbito do processo de privatização da Portucel, segundo Carlos Tavares, ministro da Economia.

Com este investimento, o grupo vai responder à «crescente procura dos papéis produzidos pelo grupo (produção de papel em formato «A4» e em «off-set» (papel de «grande formato»).

Portucel produz 1,6 milhões de toneladas de papel com PM4/p>

A nova máquina, designada PM4, vai assegurar um acréscimo de 500 mil toneladas de produção por ano, o que fará aumentar para 1,6 milhões de toneladas a produção total da Portucel. Deste total, mais de um milhão de toneladas dirá respeito a papéis de escritório.

Tal como Jorge Armindo, presidente da Portucel, tinha admitido em 2001, a nova máquina vai permitir que o grupo se torne no «maior produtor europeu no segmento de papéis finos não-revestidos (actualmente encontra-se na quarta posição) e o sexto a nível mundial», detalhou a empresa.

Desta forma, a Portucel pode atingir, em 2010, uma quota de cerca de 20% no mercado europeu, quer no segmento de papéis de escritório, quer no segmento de papéis «offset» para a indústria gráfica.

O grupo acredita na capacidade da nova máquina, à semelhança do comportamento das outras duas máquinas anteriores ( PM1 e PM2). Com a instalação daquelas máquinas, a margem do EBITDA tem-se cifrado «em cerca do dobro dos valores obtidos por outros produtores europeus».

Segundo descreve a Portucel, a nova máquina «terá a mais sofisticada e automatizada área de transformação de papel do mundo contando com vários equipamentos “state of the art” para corte e embalagem».

A PM4 irá integrar cerca de 350 mil toneladas da pasta de eucalipto de elevado qualidade proveniente da fábrica de Setúbal.

Como nota, o grupo destaca que a concretização deste projecto «pode vir a configurar o maior investimento produtivo efectuado em Portugal nos últimos 10 anos».

A Portucel encontra-se em processo de reprivatização, sendo que o Estado vai alienar 30% do capital por um mínimo de 1,45 euros por acção.

A entrega das propostas deverá ser finalizada em Janeiro próximo. No anterior modelo que foi chumbado em assembleia de accionistas, a Cofina/Lecta, o vencedor do bloco de 25% do capital da Portucel por entrega de activos, garantia o apoio à construção da nova máquina. A Cofina é proprietária do Canal de Negócios e Jornal de Negócios, entre outros activos de media.

As acções da Portucel cotavam inalteradas nos 1,40 euros.

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