Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Portucel diz estrangeiros estão melhor colocados na privatização da empresa

O presidente da Portucel, Jorge Armindo, considera que as empresas estrangeiras têm mais capacidade para participarem na privatização da empresa de pasta de papel, do que as congéneres nacionais.

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 19 de Novembro de 2002 às 13:46
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...
O presidente da Portucel, Jorge Armindo, considera que as empresas estrangeiras têm mais capacidade para participarem na privatização da empresa de pasta de papel, do que as congéneres nacionais.

Jorge Armindo disse, citado pela brasileira Agência Estado, que «acredito que há mais possibilidades de estrangeiros comprarem (a Portucel) do que grupos portugueses».

O presidente da Portucel afirmou ainda que «penso que, neste sector, Portugal e Brasil terão de se encontrar seja agora ou mais tarde».

No início do mês, o Governo, liderado por Durão Barroso, aprovou a segunda fase de privatização da Portucel, que será feita através de uma venda directa de 15% do capital da empresa a instituições financeiras e um aumento de capital de 25%, para permitir a entrada de um parceiro estratégico, que tenha activos no sector.

O mesmo responsável refere, relativamente a esta opção do Executivo, que foi uma forma de manter o centro de decisão em Portugal e assim «o controle da empresa terá que ser partilhado», reforçando que «é desejável que a privatização traga parcerias».

Jorge Armindo diz ainda que este modelo «não tem nada a ver com o facto das empresas brasileiras concorrerem», com o objectivo de as afastar do negócio, uma vez que este «é um sector em que Portugal tem vantagens competitivas e em que há matérias primas no Brasil».

«A privatização vai definir quem vai liderar o mercado europeu do papel de escritório», segundo a mesma fonte.

Vasco Pessanha, presidente da Inapa, havia dito que a privatização da Portucel só interessa a empresas nacionais.

Entre os interessados na Portucel encontram-se a Sonae Wood Products, a Cofina, Inapa, Votorantim e Aracruz, e o investidor Patrick Monteiro de Barros. Segundo o Ministro da economia as empresas do Norte da Europa estão também interessas deste processo.

A Portucel seguia a cair 0,85% para 1,16 euros.

Ver comentários
Outras Notícias