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Portucel prevê melhoria dos resultados em 2002 (act)

A Portucel estima que os resultados em 2002 serão melhores do que no ano anterior, disse Jorge Armindo, diantando o modelo de privatização é benéfico para a empresa, mas pode ser alterado se os objectivos não forem atingidos.

Negócios negocios@negocios.pt 12 de Dezembro de 2002 às 16:56
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(actualiza declarações de Jorge Armindo sobre a privatização da empresa)

O Grupo Portucel Soporcel estima que os resultados em 2002 serão melhores do que no ano anterior, apesar de se ter sentido uma quebra no terceiro trimestre, disse Jorge Armindo, presidente da empresa.

«É expectável que o grupo possa apresentar resultados melhores» em 2002, «apesar de se ter registado uma baixa no terceiro trimestre», disse Jorge Armindo no 1º Fórum da Indústria organizado pelo «Diário Económico».

Jorge Armindo afirmou que pretende atingir «uma posição de liderança no papel não revisto» na Europa, referindo que neste momento situa-se no quinto lugar do «ranking».

A Portucel Soporcel [PTCL], em Setembro, tinha um endividamento de 1,04 mil milhões de euros, prevendo atingir 1,029 mil milhões de euros no final do ano, referiu Jorge Armindo.

Nos primeiros nove meses deste ano a Portucel Soporcel teve lucros de 71,3 milhões de euros, mais 27% que no período homólogo.

Contudo, o mesmo responsável relativizou esta redução, uma vez que com a entrada de capital, através da privatização, esses níveis poderão ser ainda mais baixos.

O presidente da Portucel reforçou que o sector da pasta de papel é um onde Portugal «tem mais vantagens e onde pode adquirir mais (vantagens»).

Actualmente a empresa nacional de pasta e papel produz 1,2 mil milhões de toneladas de pasta e 1,05 mil milhões de toneladas de papel, tendo actualmente 2,5 mil milhões de euros de activos.

Jorge Armindo diz liderança europeia pode ser atingida com privatização

Jorge Armindo afirmou que a liderança europeia no papel não revisto, pode ser atingida «de preferência com o processo de privatização», reforçando que «pelo menos é teoricamente possível».

«Temos uma empresa suficientemente atractiva para que, alguns condicionalismos que alguns grupos nacionais e internacionais tenham, se esbatam perante a dura realidade que é um decreto-lei», acrescentou.

O Governo definiu que a privatização da Portucel será feita por uma venda directa de 15% do capital da empresa a investidores institucionais e por um aumento de capital de pelo menos 25% do capital da empresa, para permitir a entrada de um parceiro com activos no sector.

Jorge Armindo mostrou-se favorável ao modelo de privatização escolhido pelo Governo, referindo que «o Estado, mantendo uma posição importante está à procura desse tempo (período para a Portucel atingir uma posição de topo)», salientando no entanto não concordar que o Estado fique para sempre nas empresas.

O presidente da Portucel considera que «se esse processo (privatização) tiver sucesso, muitas das máquinas (da empresa que ganhar o concurso) podem ser integrados dentro do grupo Portucel, podendo vir a adquirir massa critica pela via da privatização». Para Armindo esta é «uma forma hábil para manter uma indústria competitiva».

Quando questionado sobre qual seria o melhor candidato, Jorge Armindo escusou-se a responder, referindo apenas que será «aquele que cumprir com estes objectivos».

«Não vamos estar a definir à priori (quais são) os candidatos», porque podem aparecer outros.

Entre os candidatos encontram-se a Cofina, as empresas do Norte da Europa, Inapa, a Sonae em associação com Suzano, entre outras companhias.

Estrangeiras mais bem colocadas; modelo privatização pode ser alterado

O mesmo responsável reiterou que as empresa estrangeiras «tem activos mais interessantes, quer a nível do volume, quer a nível da qualidade. Contudo o Governo não quererá fazer esta operação a qualquer preço», disse Armindo, salientando que este poderá optar por outro modelo.

O presidente da Portucel frisou que o Executivo «optará por outro modelo caso não forem atingidos os objectivos» definidos na privatização.

Quanto ao caderno de encargos, a mesma fonte afirmou que «é uma decisão política», sendo que «tenho grandes expectativas para que se possa concretizar a muito curto prazo. Para a empresa é bom que os candidatos se conheçam quanto antes», reafirmando que «é possível ser ainda este ano».

A Portucel fechou inalterada nos 1,17 euros.

Por Ana Pereira

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