Energia Portugal e Espanha preocupados com subida “anormal” do preço da electricidade

Portugal e Espanha preocupados com subida “anormal” do preço da electricidade

Os Governos de Portugal e de Espanha vão criar um grupo de trabalho para analisar a subida anormal dos preços grossistas da electricidade. E não excluem alteração das regras do mercado.
Portugal e Espanha preocupados com subida “anormal” do preço da electricidade
Bruno Simão/Negócios
Sara Ribeiro 14 de agosto de 2018 às 17:46

O aumento "anormal" de 20% nas últimas semanas nos preços grossistas da electricidade no mercado ibérico (Mibel) está a preocupar os Governos de Portugal e Espanha. Nesse sentido, foi alcançado um acordo para criar um grupo de trabalho para estudar a situação. E até, se for preciso, avançar com reformas no mercado de electricidade. O anúncio foi feito esta terça-feira, 14 de Agosto, pelo secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, e pelo seu homólogo espanhol João Dominguez Abascal.

Esta subida das tarifas "não é uma situação fácil de explicar", acrescentou o governante espanhol. Principalmente "tendo em conta que as barragens têm muito mais água. Não faz sentido que os preços estejam 20% acima face a um ano que foi de seca", apontou, por sua vez, Seguro Sanches.

Questionados sobre a influência das empresas produtoras na base do problema, João Dominguez Abascal respondeu que "os preços altos que se registam com maior frequência são mais devido a imperfeições do mercado, e não por más práticas das empresas".

Para tentar perceber esta situação, os Governos português e espanhol decidiram unir esforços e pedir aos reguladores que integram o Mibel para estudar a situação. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e a Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM) são as entidades representantes do lado português. Enquanto a Comissão Nacional de Energia (CNE) e a Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) são as representantes do outro lado da fronteira.

 "O principal objectivo é garantir a concorrência e bom funcionamento do mercado", sublinharam, por diversas vezes, os governantes. Mas não se comprometeram com prazos para entrega dos pareceres por parte das entidades reguladoras. "Para nós é uma questão urgente", referiu Seguro Sanches.

Aliás, dependendo das conclusões deste grupo de trabalho, Lisboa e Madrid admitem mesmo avançar com reformas no mercado eléctrico:  "Esta articulação é muito importante. E não excluímos a alteração de regras se chegarmos à conclusão que o mercado não está a funcionar com o objectivo mais importante: servir os consumidores", revelou o secretário de Estado da Energia de Portugal.

 

(Notícia actualizada às 18:23)




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