Tecnologias Portugal ganha alemã Devexperts à República Checa e Hungria

Portugal ganha alemã Devexperts à República Checa e Hungria

A Devexperts escolheu o Porto para instalar um centro de investigação e desenvolvimento. Deverão ser criados 80 postos de trabalho em dois anos. A empresa quer estar próxima da academia.
Portugal ganha alemã Devexperts à República Checa e Hungria
Paulo Duarte
Diogo Cavaleiro 25 de fevereiro de 2018 às 22:00
Tem sede em Munique. Está presente em São Petersburgo, Chicago e Nova Iorque. Vem agora para o Porto. É a Devexperts, uma multinacional alemã que presta serviços de "software" para empresas do sector financeiro, que acredita que vai criar, em dois anos, cerca de 80 postos de trabalho no país.

A empresa de origem germânica escolheu Portugal para a instalação do seu centro de investigação e desenvolvimento em detrimento de dois concorrentes geograficamente mais próximos: República Checa e Hungria.

A formação da força de trabalho, a capacidade para aproveitar a inovação e a comunidade empresarial propensa à rede internacional foram factores que estiveram na base da escolha da Devexperts, segundo dados transmitidos pela empresa ao Negócios.

Para o Porto, deverão vir alguns dos especialistas que já trabalham na empresa, nomeadamente em Munique e São Petersburgo. Mas haverá contratações locais, segundo concretiza António Gonçalves, o responsável da empresa que intermediou a vinda para Portugal.

Segundo revela António Gonçalves a partir de Nova Iorque, a meta é que sejam criados até 40 postos de trabalho para engenheiros no Porto no primeiro ano de actividade, sendo que o objectivo final é que estejam 80 profissionais a trabalhar no centro em dois anos. O processo de recrutamento já está em marcha.

A aproximação à academia foi uma das razões por trás da escolha do país por parte da Devexperts já que os "currículos portugueses têm muita qualidade", segundo António Gonçalves.

Aliás, um dos esforços do grupo, que "trabalha nos bastidores da indústria financeira", é o de contribuir para expandir os planos de estudos académicos. Assim, ganhará facilidade na contratação, porque tem formação para as suas necessidades. Daí que o grupo se diga disponível para integrar projectos de desenvolvimento conjuntos.

A Devexperts é uma tecnológica que presta serviços e soluções para a negociação em mercado, nomeadamente opções. Segundo a empresa, são 6 milhões de clientes só nos EUA a negociar diariamente através da sua plataforma.

Por ser um negócio pouco difundido no país, António Gonçalves acredita que o que está em causa no caso da Devexperts é uma "transferência de ‘know-how", ou seja, vai criar-se em Portugal um centro de competências com "especialização que hoje em dia não existe" no local, opina. Não é, argumenta, uma deslocalização, ainda que venham funcionários de Munique e São Petersburgo. Recusa, aliás, que seja uma busca por salários mais baixos, como o que diz que tem acontecido noutras multinacionais.

Entre os clientes da empresa encontra-se, por exemplo, o Nasdaq e alguns dos corretores de algoritmos electrónicos, que espera poder trazer para o centro no Porto.

Embora o processo de recrutamento tenha começado, e de já haver um arrendamento acordado, no edifício Península, só depois de Abril este estará pronto, pelo que ainda é incerta a data do arranque do centro.

(Notícia corrigida às 13:08: Por engano, o responsável da Devexperts era chamado de António Monteiro, quando devia estar António Gonçalves)



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mais votado Anónimo 26.02.2018

Nada teve a ver com as reformas da Troika. Foi tudo obra do centeno e do costa.

comentários mais recentes
Anónimo 26.02.2018

Muito bom.
Todo sucesso para empresa em Porto!
Mais €uros para Portugal!!

Anónimo 26.02.2018

Os nazis querem é explorar a mão d'obra barata como fazem na auto-europa. Vão explorar para a terra deles.

Anónimo 26.02.2018

O comuno-socialismo luso, presente em todos os sindicatos e em muitos partidos de Portugal, obedece a uma intrigante lógica que agita a bandeira da educação mas que quando vê alguém que se educou e foi capaz de inovar ao ponto de fazer desaparecer onerosas e ineficientes carreiras que garantem postos de trabalho obsoletos pagos por contribuintes, consumidores, investidores e trabalhadores com real procura de mercado, levanta de imediato uma bandeira especial do trabalho e diz, em mau tom, ao inovador educado, para fugir do país ou mudar compulsivamente de ocupação abdicando dos potenciais rendimentos que adviriam da inovação conseguida. O comuno-socialismo é psicopata e criminoso. Uma verdadeira doença mental grave, perigosa para todo e qualquer cidadão esclarecido que se lhe oponha.

Anónimo 26.02.2018

Deixai de berrar como as ovelhas... Noticia interessante para a sociedade era: Quais os benefícios que são dados a esta empresa para se instalar em Portugal? De certeza que não vai pagar tantos impostos como as empresas portuguesas...

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