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Portugal e China assinam acordos com olho nos mercados lusófonos

O encontro de hoje entre o presidente chinês e o primeiro-ministro português teve como resultado, entre outros, a assinatura de acordos entre grandes empresas portuguesas e chinesas, com vista à cooperação em países de língua portuguesa.

Lusa 07 de Novembro de 2010 às 01:25
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Hu Jintao e José Sócrates presidiram assim à assinatura de um protocolo de cooperação entre o banco BPI e o Bank of China, para, através de Macau, lançar uma plataforma para oportunidades de negócio na China e nos países lusófonos, enquanto a EDP e a China Power International decidiram adoptar um programa de cooperação mútua para projetos em África e no Brasil, entre outros mercados.

Sem referências específicas à compra de dívida pública portuguesa por parte da China, o primeiro-ministro português e o presidente chinês assistiram ainda à assinatura de um memorando de entendimento entre o Banco Comercial e Industrial da China (ICBC, na sigla em inglês), o maior banco da China, e o português Millennium BCP.

A imprensa portuguesa noticiou que o ICBC estaria interessado em comprar cerca de 10 por cento do capital do banco português, também para aproveitar as sinergias que o BCP tem no mercado africano, nomeadamente em Angola, o maior parceiro comercial chinês em África.

O protocolo entre os dois bancos tem por objectivo “identificar áreas de negócio para futura cooperação com benefícios mútuos”.

Já numa lógica de relações comerciais bilaterais, a Portugal Telecom assinou com o gigante tecnológico chinês Huawei um acordo de cooperação estratégica para o desenvolvimento de serviços de nova geração, como soluções de acesso das comunicações por fibra e sem fios.

Outra multinacional chinesa do sector tecnológico, a ZTE, assinou com a portuguesa Zapp.pt um acordo de reforço da cooperação em projectos de redes e sistemas de comunicação rádio, enquanto o grupo português Temple assinou com a China Bailian um acordo de processamento e serviços do comércio de café, que permite a expansão para a China do grupo português.

No lote dos acordos comerciais estiveram ainda um acordo de exportação de fibras para a China, bem como a exportação para a China de rochas ornamentais, vinhos e azeites.

Quanto a acordos institucionais, Portugal e a China assinaram instrumentos de cooperação entre os organismos nacionais de turismo dos dois países, que se comprometeram a constituir uma comissão mista.

O ministério da Economia e o ministério do Comércio da China decidiram reforçar também a cooperação bilateral, para intensificar o investimento mútuo e a cooperação na área da indústria, infra-estruturas, biofármacos, tecnologias de informação, turismo e energia, bem como a criação de uma plataforma luso-chinesa para o desenvolvimento de parcerias empresariais e científicas na área das energias renováveis.

Os dois países assinaram ainda um programa de cooperação nos domínios da cultura, língua, educação, ciência, tecnologia e ensino superior, juventude, desporto e comunicação social.



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