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Portugal já ganhou mais de dois mil milhões com os vistos “gold”

O programa de vistos “gold” registou um investimento de 313 milhões de euros até Abril, mais 45% do que em igual período de 2015, levando este regime de incentivo ao investimento estrangeiro a superar dois mil milhões de euros.

Miguel Baltazar/Negócios
Rui Neves ruineves@negocios.pt 20 de Maio de 2016 às 09:46
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O programa de autorização de residência (ARI) para actividades de investimento, mais conhecido por vistos "gold", registou um volume de investimento externo em Abril de 82 milhões de euros, totalizando 313 milhões nos primeiros quatro meses deste ano, ou seja, mais 45% que em igual período do ano passado, revela a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI).

Significa isto que, desde o arranque do programa, em finais de 2012, este regime de incentivo ao investimento estrangeiro já conseguiu ultrapassar os dois mil milhões de euros (2.007 milhões).

"São dados animadores e que permitem fundamentar uma expectativa positiva para os próximos meses, que é essencial para estabilizar níveis de confiança e alimentar um vector de crescimento do investimento que se tem traduzido numa grande mais-valia, não só para a Construção e Imobiliário, mas também para a generalidade da economia, que está a tirar partido do interesse destes investidores no nosso País", considera o presidente da CPCI, em comunicado.

Para Reis Campos, "este programa é uma demonstração cabal que Portugal tem uma competitividade intrínseca muito elevada, e que é com medidas de incentivo bem delineadas, a promoção da confiança dos investidores e a estabilidade regulamentar e fiscal que se pode atrair mais e melhor investimento, que é precisamente o que mais precisamos para estabilizar, em definitivo, a economia e o emprego", remata o dirigente associativo.

Depois de o programa ter sofrido grandes atrasos, o número de processos tramitados para concessão de autorização de residência para investimento passou de 850 em 2 de Março para 1.600 a 22 de Abril, anunciou recentemente o ministro Negócios Estrangeiros, Augustos Santos Silva.

Entretanto, na passada sexta-feira, 13 de Maio, ficou-se a saber que o ex-ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, vai ser julgado por crimes de prevaricação e tráfico de influências, a propósito do negócio dos helicópteros Kamov e do tratamento de feridos líbios em Portugal, no âmbito do processo dos vistos "gold".

O juiz de instrução criminal decidiu pronunciar o ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo pelos crimes de prevaricação e tráfico de influências. Além do ex-ministro social-democrata, são ainda pronunciados outros 16 arguidos do processo dos vistos "gold", entre os quais estão o antigo presidente do Instituto de Registos e Notariado (IRN), António Figueiredo, o ex-director nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Jarmela Palos, a ex-secretária-geral do Ministério da Justiça, Maria Antónia Anes, e alguns empresários chineses. 

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