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Portugal perde uma posição no «ranking» dos países com maior desenvolvimento da Banda Larga

Na edição do «2005 e-readiness rankings» – que reflecte a importância crescente da banda larga para o desenvolvimento digital dos países – Portugal encontra-se na 25ª posição, tendo descido um lugar face à anterior edição, mas continua no grupo da frente,

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 20 de Abril de 2005 às 12:17
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Na edição do «2005 e-readiness rankings» – que reflecte a importância crescente da banda larga para o desenvolvimento digital dos países – Portugal encontra-se na 25ª posição, tendo descido um lugar face à anterior edição, mas continua no grupo da frente, do qual a Dinamarca é a líder.

Portugal está atrás da Espanha e Itália e à frente de países como a Estónia, a Eslovénia e a Grécia.

A edição do «2005 e-readiness rankings» foi publicada pela «The Economist Intelligence Unit». Deste trabalho, efectuado em parceria com o Institute for Business Value da IBM, concluiu-se que «os mercados que apresentam maior desenvolvimento em banda larga registam agora um aumento significativo de resultados em relação a 2004, embora apenas alguns tenham subido nos rankings».

Como foi o caso da Suíça (que passou de décimo para quarto lugar em 2005), da Eslováquia (que ocupava a 39ª posição em 2004 e passou para 34ª) e dos Estados Unidos (que ascenderam ao segundo lugar quando no ano anterior eram sexto) que registaram as maiores subidas, segundo a apresentação do estudo, divulgado pela IBM.

Dinamarca resiste aos ressurgidos EUA e mantém liderança do «ranking»

A Dinamarca manteve a primeira posição «resistindo à aproximação dos agora ressurgidos EUA», que recuperaram a queda do ano anterior, assistindo ao avanço da banda larga e mantendo a «liderança total» na disseminação de servidores de Internet de alta segurança e nos investimentos feitos na área de TIC.

Os países da Europa Ocidental ocupam sete dos dez primeiros lugares nesta classificativa e os nórdicos detêm quatro dessas posições de topo. A Dinamarca (em 1º lugar), a Suécia (3º), a Finlândia (6º) e a Noruega (9º) «mantêm-se como as melhores classificadas em áreas-chave da conectividade», que inclui a mobilidade (penetração dos telemóveis) e o uso da internet.

Os dois primeiros países «são ainda referências incontornáveis no que respeita à implementação do e-government» explica o estudo acrescentando que o desenvolvimento da banda larga ajudou também a Suíça a conseguir a quarta posição e a Holanda a manter o seu oitavo lugar.

Hong Kong ascendeu à sexta posição (nona em 2004), ultrapassando Singapura, que está agora na 11ª posição e «assume a liderança entre os ‘Tigres Digitais’ na região Ásia-pacífico», segundo a mesma fonte. Esta liderança de Hong Kong deve-se ao «desenvolvimento inovador dos serviços e-business, a um ambiente político e legal positivo e aos avanços nos serviços móveis»

A Coreia do Sul (18ª posição), «permanece o mercado de acesso de banda larga mais desenvolvido do mundo, mas os aperfeiçoamentos introduzidos no nosso modelo revelaram fraquezas na armadura do e-readiness do país, como a segurança da Internet».

Apesar de alguns progressos países emergentes ficam para trás

O estudo concluiu também que «os modelos mais fortes e com ênfase na largura de banda conduzem a um aumento significativo de pontos para os 20 países melhor posicionados» e que os países em desenvolvimento «estão a ficar para trás devido ao défice em infra-estruturas, embora muitos estejam a realizar progressos».

A mesma fonte revela ainda que o défice da maioria dos mercados emergentes continua a ser a interligação de todos os componentes da economia digital de modo a assegurar o nível de «e-readiness» adequado.

No entanto, conclui que alguns destes países se encontram «bem classificados ou bem perto disso, em áreas seleccionadas», citando como exemplos a Estónia (26º), a Eslovénia (27º) e a República Checa (29º) que surgem com um «forte desenvolvimento» em serviços de «e-government».

A Índia (49º) e a China (54º) permanecem nos lugares mais baixos da tabela «e-readiness», «mas estão a esforçar-se para contribuir para a economia digital global, principalmente com a aposta nas TIC através das fortes competências (Índia) e no extraordinário processo fabrico (China)»

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