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Portugal tem de criar uma política energética real e passar aos actos

Portugal terá de passar à prática no que respeita às energias renováveis, criando uma política energética real, consideraram os intervenientes na Conferência sobre Energias Renováveis, organizada pelo «Diário Económico».

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 03 de Maio de 2006 às 12:48
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Portugal terá de passar à prática no que respeita às energias renováveis, criando uma política energética real, consideraram os intervenientes na Conferência sobre Energias Renováveis, organizada pelo «Diário Económico».

Carlos Pimenta, presidenta da SIIF Énergies, considerou que Portugal «tem de usar melhor os recursos que tem», alertando para o facto de ser «pena que se fale disto [energias renováveis] agora» apenas porque o petróleo está a negociar nos 75 dólares por barril.

O responsável disse mesmo que «foi pena» que a energia tivesse «sido tão barata», pois não «souberam aproveitar» e causou um inconveniente, «atrasou a introdução massiva de técnicas de substituição».

Carlos Pimenta disse mesmo que o problema da energia do mundo «não é o Irão», nem os problemas da Nigéria, «não é uma bomba». Não são estes factores que fazem disparar os preços do petróleo defendeu, considerando que «o problema de fundo da energia é fundamentalmente um problema de risco ambiental».

Portugal «tem de passar às acções», sendo necessário «que as palavras passem aos actos», disse o mesmo responsável que criticou o tempo que é necessário, ou que tem sido prática comum, para se fazer as atribuições.

«É preciso acordar», numa altura em que a dependência de Portugal externa ronda os 85% e todos os «anos custa uma ponte Vasco da Gama» a mesma energia. Só em 2005 Portugal pagou 1.200 milhões de euros.

«Apoio as resoluções, as demonstrações de vontade», mas «o que falta é vontade política séria, que passe aos actos» o que não tem acontecido governo após governo.

Outra ideia que os intervenientes na conferência consideraram fulcral, foi o ensino. Com os responsáveis a defenderem que «o conceito de energia tem de ser apreendido logo na escola», como disse Joaquim Borges Gouveia, presidente da Energaia.

«Portugal tem de fazer uma política energética de criação de emprego», tal como aconteceu na Dinamarca ou na Holanda, afirmou Joaquim Gouveia, que acrescentou dizendo que Portugal deve «desperdiçar 40% do petróleo por dia» e que neste momento é muito importante «poupar».

Já o presidente da Hidrocentrais Reunidas, Jorge Viegas, afirmou que são colocadas «muitas barreiras» para este tipo de energia, como sendo a demora das atribuições e mais recente a nova lei da água que está a ser elaborada pelo executivo, que supostamente vai obrigar ao pagamento da água.

«Há capacidade», para os «próximos 10 anos duplicarmos a capacidade», desde que «não surjam mais obstáculos», reiterou Jorge Viegas.

Maria João Rodrigues, do conselho de direcção da Sociedade Portuguesa de Energia Solar, afirmou que «o tempo para os licenciamentos é muito», reiterando as indicações já dadas pelos outros intervenientes, alegando que se pode ligar uma central de fotovoltaica de «5 quilowatts numa manhã».

 

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