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Portugal tem de investir 6,4 mil milhões de euros em energias renováveis até 2010 (act.)

Portugal vai ter de investir 6,4 mil milhões de euros até 2010 em energias renováveis, o equivalente a mais de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), para cumprir a meta de ter 39% do consumo total de electricidade a partir de energias renováveis.

Tânia Ferreira tf@negocios.pt 14 de Maio de 2007 às 18:07
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Portugal vai ter de investir 6,4 mil milhões de euros até 2010 em energias renováveis, o equivalente a mais de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), para cumprir a meta de ter 39% do consumo total de electricidade a partir de energias renováveis.

Esta é uma das conclusão de um estudo elaborado pelo Espírito Santo Research (ESR) divulgado hoje no âmbito da conferência "Energias Renováveis em Portugal e Espanha", organizada pelo BES e pelo jornal "Expresso" no Centro Cultura de Belém (CCB), em Lisboa.

Este esforço financeiro (6,4 mil milhões de euros), segundo o ESR, é calculado com base nos níveis de capacidade instalada e de produção de energia em 2006, e tendo em conta as estimativas para o consumo bruto de electricidade para 2010, referindo-se apenas ao segmento de produção de electricidade sem contemplar as necessidades de energia para aquecimento e combustíveis.

A energias eólica será, de acordo com o estudo do ESR, a fonte de energia com maior impulso até 2010, representando 65,6%, ou cerca de 4,2 mil milhões de euros, do investimento total projecto para realizar em energias renováveis em Portugal.

O restante valor é distribuído entre fotovoltaica (850 milhões), hídrica (774 milhões), biomassa e biogás (294 milhões), entre outros.

Este estudo é uma das iniciativas do programa do BES com a designação de "Futuro Sustentável". No âmbito deste programa, em parceria com o jornal "Expresso", o BES convidou Kofi Annan a vir a Portugal no dia 28 de Maio para participar na primeira conferência: "Os grandes desafios da humanidade para o século XXI", a realizar no hotel Ritz, em Lisboa.

Quanto à meta do consumo total de electricidade a partir de energias renováveis, o Governo reviu, recentemente, o limite dos 39% em alta, fixando um novo objectivo de 45% em 2010.

APREN estima que "se tudo correr dentro do normal em 2010 chegaremos aos 42%"

O presidente da APREN, Associação Portuguesa das Energias Renováveis, António Sá da Costa, estima que se "tudo correr dentro do normal em 2010 chegaremos aos 42%". Para alcançar a meta dos 45%, Sá da Costa, diz que Portugal tem de diminuir o consumo de energia, aumentar a produção e dar um grande impulso à microgeração renovável.

Segundo os cálculos do presidente da APREN, entre 1995 e 2012 Portugal vai investir o equivalente a 10 vezes a construção de 10 estádios do Euro2004. Só em 2006, foi feito um investimento de 850 milhões em energias renováveis, devendo este valor subir para mil milhões de euros este ano.

A APREN diz que este investimento tem um efeito multiplicador na economia portuguesa de 4,5 vezes.

Sobre as criticas feitas ao preço das renováveis, Sá da Costa afirmou que estas energias são cara no curto prazo, mas o recurso utilizado (chuva, vento, sol) "é, e será sempre gratuito". Já uma central de ciclo combinado a gás natural, em que o combustível pesa cerca de 70% ao longo da vida, sofreu agravamentos de 45% nos últimos dois anos em termos de matéria-primas (gás).

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