Comércio Portugueses apresentaram mais de 800 queixas por dia

Portugueses apresentaram mais de 800 queixas por dia

Desde 2011 que o número de reclamações apresentadas em livro não pára de crescer. Entre 2014 e 2015, o número de queixas aumentou mais de 20%.
Portugueses apresentaram mais de 800 queixas por dia
Negócios com Lusa 15 de março de 2016 às 13:59
Os consumidores apresentaram uma média de 831 queixas diárias no Livro de Reclamações em 2015, num total de 303.548 reclamações, a maioria dirigida à ASAE, segundo dados hoje divulgados, que também revelam um aumento de queixas.

Os dados da Direcção-Geral do Consumidor, tutelada pelo Ministério da Economia, mostram um aumento de 21,2% no número de queixas face a 2014, ano em que foram apresentadas 250.356 reclamações, uma tendência que tem vindo a ser verificada desde 2011.

Segundo os dados, as reclamações aumentaram 36% entre 2011 e 2012, 8% entre 2012 e 2013, 13% entre 2013 e 2014.

"Este aumento do número de reclamações prova que os consumidores portugueses estão, cada vez mais, conscientes dos seus direitos e da importância de exercê-los", refere um comunicado do Ministério da Economia.

Das 303.548 reclamações recebidas, a maioria (155.612) foi dirigida à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), seguida pela Entidade Reguladora da Saúde (52.215) e pela ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações (49.764), adiantam os dados divulgados no Dia Mundial dos Direitos dos Consumidores.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) recebeu 13.644 queixas, o Banco de Portugal (BdP) 8.752, enquanto a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) e o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) receberam 6.696 reclamações.

Os dados revelam que a Entidade Reguladora da Saúde foi a entidade reguladora que registou o maior aumento do número de queixas, passando de 7.942 em 2013 para 52.215 o ano passado, uma subida de 156,4%.

Já o Banco de Portugal registou uma quebra de 3,5% entre 2013 e 2015, passando de 9.400 queixas para 8.752, respectivamente, assim como a ANACOM, que viu reduzir o número de reclamações neste período, passando de 61.620 para 49.764 (-10,1%).



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